Eduardo Bolsonaro chama Macron de "moleque" e apoia repúdio contra francês

Blog do  Amaury Alencar


Filho do presidente Jair Bolsonaro, Eduardo é cotado para assumir a embaixada do Brasil nos EUA, cargo máximo da diplomacia brasileira
Indicação de Eduardo Bolsonaro depende de aprovação do Senado (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Indicação de Eduardo Bolsonaro depende de aprovação do Senado (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Cotado para assumir o mais alto cargo da diplomacia brasileira, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) rebateu nesta terça-feira, 27, ataques do presidente da França, Emmanuel Macron, à política ambiental do governo Jair Bolsonaro. Segundo o filho do presidente, falas do líder francês são uma “molecagem” de olho em obter “ganhos políticos”.

“Quando um presidente tem baixa popularidade, o que que ele faz? Tenta atrair um tema para unir os seus nacionais. Ocorreu com a Argentina, ocorre agora novamente com o presidente francês Macron, que tem mais de 70% de rejeição. Então não é a toa que ele fez isso, tá buscando fazer da nossa Amazônia uma questão política”, disse Eduardo.

Classificando o presidente francês como um “moleque”, o possível futuro embaixador do Brasil nos Estados Unidos também disse que nações europeias “não têm moral” para cobrar preservação do País. “Nós temos 60% do território nacional preservado com vegetação original. Do lado europeu, são apenas 0,3% (...) não têm a menor moral para exigir”.

O filho do presidente destacou ainda que as críticas de Macron não tiveram repercussão entre demais líderes do G7. “Sua molecagem foi rechaçada por Angela Merkel (Alemanha), Boris Johnson (Reino Unido), Donld Trump (EUA), que deram um tapa na cara do Macron”, disse, em fala durante sessão da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, a qual preside.

Repúdio

O deputado destacou ainda que irá assinar moção de repúdio ao presidente francês apresentada pelo deputado Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PSL-SP). “Espero que semana que vem já tenhamos assinaturas o suficiente para votar esse repúdio”.


O POVO