Incluso no pacote de privatizações do Governo Federal, os Correios podem
perder capilaridade e reduzir sua área de atuação com a concessão à
iniciativa privada. No Ceará, o Sertão Central e áreas serranas devem
perder agências e terem serviços ainda mais demorados e caros que hoje,
segundo avalia o especialista em logística Daniel Cordeiro.
“Isso acontece porque é inviável manter o serviço em áreas remotas, de
difícil acesso, como o Norte e o interior do Nordeste, e com baixa
demanda. A empresa que for assumir terá que buscar o equilíbrio entre o
nível de serviço e o custo. Mas, sem dúvida, haverá lugares que não são
atrativos para a iniciativa privada. Esse será o ponto negativo da
privatização”, explica.
