
Um dos maiores nomes da história do futebol cearense, Jorge de Souza Veras faleceu na madrugada desta quinta-feira (22), aos 67 anos. Natural de Fortaleza, com carreira amplamente reconhecida em território nacional, o ex-jogador enfrentava complicações de saúde devido a um câncer de pâncreas.
Ídolo de diversos times, fez história no Ferroviário, onde acumulou 155 partidas e 65 gols. Em 1992, entrou para a história do clube ao conquistar a artilharia da Série C do Campeonato Brasileiro, com nove tentos, tornando-se o primeiro jogador coral a alcançar o feito em uma competição nacional.
O talento também ganhou projeção, se tornando destaque do Criciúma. Pelo Tigre, atuou entre 1984 e 1989, acumulando 182 partidas e dois títulos estaduais. Na sequência da carreira, defendeu o Grêmio, sendo reconhecido como “Homem Gre-Nal” por conta das grandes exibições diante do arquirrival Internacional, em passagem muito vitoriosa.

Em maio, foi entrevistado pelo Globo Esporte e falou sobre o carinho que recebeu durante o tratamento da doença, diagnosticada em janeiro deste ano. "Nunca imaginei passar por uma situação dessas. Sou ex-atleta, treinava quase todos os dias, e não ia ao médico. De repende, fui fazer uma bateria de exames, saber como estava o corpo, e acabou 'pego de surpresa' ´[...] Eu não sabia que tinha tantas pessas que gostavam muito de mim desse jeito, e isso me fortaleceu muito", afirmou para a reportagem.
Brilho fora de campo
Revelado na base do Fortaleza, Jorge Veras também vestiu a camisa do Ceará e permaneceu no meio esportivo após a aposentadoria dos gramados. Com um trabalho à beira do campo, se tornou referência na revelação de atletas no Leão, ficando por mais de uma década contribuindo com a formação e a captação de novos talentos no Pici e no CT Ribamar Bezerra. No recorte, trabalhou diretamente com a geração de nomes como Edinho, Walfrido e Romarinho.
A atuação no estádio de divisões de formação também se estendeu para outras instituições como o Floresta. No profissional, também acumulou experiência como treinador, em passagens por times como o 4 de Julho, do Piauí, e o Guarany de Sobral. Deste modo, a partida de Jorge Veras é um duro golpe no futebol cearense, mas o legado do ídolo é bem maior que os gols marcados, ficando evidenciado no respeito de times e torcidas onde atuou.
Diário do Nordeste