O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) disputarão o segundo turno das eleições presidenciais. Em eleição acirrada, os dois candidatos mais bem colocados nas pesquisas eleitorais registraram as maiores quantidades de votos. Com 97,97% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro tem 47,35% de votos válidos e Lula tem 44,78% dos votos.
Acompanhe apuração ao vivo:
Resultado do 1º turno:
- Flávio Bolsonaro (PL): 47,35%
- Lula (PT): 44,78%
- Escritor Augusto Cury (Avante): 2,90%
- Renan Santos (Missão): 2,26%
- Ronaldo Caiado (PSD): 2,20%
- Romeu Zema (Novo): 0,28%
- Samara Martins (UP): 0,10%
- Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0,01%
- Edmilson Costa (PCB): 0,02%
- Rui Costa Pimenta (PCO): 0,01%
- Leonardo Avalanche (PRTB):
- Clariana Barão (DC): 0,03%
- Hertz Dias (PSTU): 0,04%
- Brancos: 1,84%
- Nulos: 2,92%
- Flávio Bolsonaro (PL): 47,35%
- Lula (PT): 44,78%
- Escritor Augusto Cury (Avante): 2,90%
- Renan Santos (Missão): 2,26%
- Ronaldo Caiado (PSD): 2,20%
- Romeu Zema (Novo): 0,28%
- Samara Martins (UP): 0,10%
- Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0,01%
- Edmilson Costa (PCB): 0,02%
- Rui Costa Pimenta (PCO): 0,01%
- Leonardo Avalanche (PRTB):
- Clariana Barão (DC): 0,03%
- Hertz Dias (PSTU): 0,04%
- Brancos: 1,84%
- Nulos: 2,92%
Cenário da disputa
O presidente Lula confirmou que seria candidato ainda em 2025, durante agenda em Jacarta. Na época, o petista afirmou ao presidente da Indonésia que o seu mandato terminaria em 2026, mas disse estar "preparado para disputar outras eleições".
O petista participou da sua sétima corrida presidencial. Lula foi eleito pela primeira vez em 2002, derrotando o então candidato José Serra, e garantiu a reeleição quatro anos depois. Em 2022, concorreu novamente para o cargo e venceu no segundo turno contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Neste ano, disputou contra o filho mais velho de Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro. O petista repetiu a chapa da eleição anterior e foi eleito ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
Na reta final da campanha, Lula anunciou medidas que repercutiram, como o fornecimento de canetas emagrecedoras no Sistema de Saúde Único (SUS) e a proibição das bets.
Por outro lado, essa foi a primeira disputa presidencial de Flávio. O senador teve a pré-candidatura lançada pelo partido no ano passado, com o aval do pai, em prisão domiciliar após ter sido condenado a 27 anos e três meses pela trama golpista. Após impasse e a possibilidade de escolher uma candidata à vice mulher, Flávio formou chapa pura e disputou o cargo ao lado do deputado federal Alfredo Gaspar (PL).
A candidatura de Flávio foi oficializada em julho, com a presença de apoiadores e políticos aliados, como o presidente argentino Javier Milei. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) não participou do evento. A madrasta e o enteado brigaram publicamente devido a divergências, mas fizeram as pazes e Michelle chegou a participar da campanha do senador.
Além da crise interna no PL e atritos com Michelle, a campanha de Flávio foi marcada por outras crises, como a possível relação entre o senador e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o escândalo relacionado ao financiamento da cinebiografia sobre Bolsonaro e a polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida.
Ao longo da campanha, Lula e Flávio chegaram a trocar críticas, porém os dois não se enfrentaram em debates, pois decidiram não participar dos atos. O senador confirmou que participaria do debate da TV Globo na última quinta-feira, o último antes do primeiro turno, porém desistiu e justificou a decisão citando "censura".
Com a confirmação do segundo turno, há a possibilidade dos dois candidatos participarem dos debates. Além disso, de acordo com o calendário eleitoral, a propaganda gratuita no rádio e na televisão nos locais com segundo turno terá início na próxima sexta-feira, 9, e seguirá até o dia 23 de outubro.
O POVO