Após vitória de Lula, empresário anuncia que colocará lojas no Cariri à venda: “estamos numa ditadura comunista”

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No Cariri, o empresário possui lojas em Juazeiro do Norte e Várzea Alegre

No Cariri, o empresário possui lojas em Juazeiro do Norte e Várzea Alegre | Fotos: Reprodução

Rogério Brito

 O dono de uma rede de lojas de materiais de construção que possui duas unidades no Cariri anunciou que pretende colocar os estabelecimentos à venda após a reeleição do presidente Lula (PT), neste domingo (25). Em vídeo publicado nas redes sociais, Alex Lima, proprietário da Construlima, afirmou que não aceita o resultado das urnas e que pretende se desfazer dos negócios.

“Eu vou colocar as minhas empresas à disposição. Quem quiser comprar as minhas lojas, a partir de amanhã elas estarão à venda. Eu não serei mais escravo desse sistema. Nós não vivemos mais em um país democrático. Nós estamos vivendo numa ditadura, uma ditadura comunista, socialista, de esquerda, que é totalmente contra a quem empreende”, declarou.

No Cariri, o empresário possui lojas em Juazeiro do Norte e Várzea Alegre, além de unidades em Iguatu, Acopiara, Icó, no Centro-Sul do Ceará, e Tauá, nos Inhamuns. Ele anunciou que a intenção é colocar todos os estabelecimentos à venda.    

Apoiador de Flávio Bolsonaro (PL), o empresário também criticou as condições enfrentadas por quem empreende, citando os riscos da atividade, o pagamento de salários e os impactos do trabalho sobre a saúde e o descanso. Alex afirmou que não pretende continuar sustentando o que classificou como um sistema político corrupto e disse acreditar que o resultado das eleições não representa a vontade da maioria da população.

“Nós, empreendedores, nós estamos sendo escravos, bancando a vida de luxo desses políticos ladrões, corruptos, bandidos. Nós estamos bancando eles, trabalhando, se matando, correndo riscos, pagando salário de funcionários, se matando para tudo, adoecendo, sem dormir”, declarou. “Nós fomos roubados, nós estamos sendo roubados. Essas urnas não reflete a vontade do povo. A grande maioria do povo queria mudança, isso eu tenho certeza”, completou.

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