Após PP, União Brasil e Republicanos, Flávio Bolsonaro ganha apoio do Podemos no segundo turno

Blog do  Amaury Alencar
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Foto: (Vittor Sales/Flickr)


 O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, ampliou nesta semana o arco de alianças para o segundo turno e recebeu o apoio do Podemos. A adesão se soma aos apoios já anunciados por PP, União Brasil, Republicanos e Novo, reforçando a estratégia da campanha de concentrar os primeiros dias após o primeiro turno na construção de uma frente mais ampla em torno da candidatura.

O anúncio foi feito em Brasília, após reunião com dirigentes do Podemos. Ao agradecer o apoio da legenda, presidida pela deputada Renata Abreu, Flávio procurou afastar a ideia de adesão automática e disse que pretende manter diálogo com propostas que não façam parte originalmente de seu programa.

“Em nome da Renata, quero agradecer a todo o partido. Não estamos falando de alinhamento automático ou carta em branco. É um livro que vamos escrever juntos. Vou ser um presidente que ouve demais e está aberto a projetos que não estejam na nossa pauta. Noventa por cento das dores das pessoas não têm cor partidária. Isso eu aprendi com o professor Augusto Cury”, afirmou.

Na mesma declaração, Flávio fez um aceno direto aos eleitores de Augusto Cury, terceiro colocado na disputa presidencial. Candidato pelo Avante, Cury obteve, segundo os dados apresentados, 2,89% dos votos, o equivalente a aproximadamente 3,4 milhões de eleitores.

A adesão do Podemos amplia uma sequência de apoios recebidos por Flávio desde a votação de domingo. Na quarta-feira, a candidatura já havia conquistado o respaldo da Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, além de Novo e Republicanos.

As articulações contam com a participação de aliados como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o coordenador político da campanha, senador Rogério Marinho. A estratégia é incorporar partidos e lideranças que não estiveram formalmente no palanque de Flávio durante o primeiro turno.

O movimento começou ainda no início da semana, com os apoios anunciados pelos ex-adversários Romeu Zema, do Novo, e Ronaldo Caiado, do PSD.

Além do efeito eleitoral, aliados de Flávio enxergam as negociações como uma forma de antecipar a construção de uma eventual base de sustentação no Congresso. A campanha também mantém conversas com setores do MDB, embora a direção nacional da legenda ainda não tenha definido posição oficial para o segundo turno.

Depois de uma semana concentrada em articulações políticas em Brasília, Flávio Bolsonaro deverá retomar as agendas de rua nesta sexta-feira, com compromissos previstos no Rio de Janeiro entre sexta e sábado e, depois, em São Paulo no domingo.

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