PF investiga fraude de R$ 6,5 milhões no INSS no Ceará e em outros cinco estados

Blog do  Amaury Alencar
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Foto: Polícia Federal

 A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (22/9), a Operação Laudo Cego, para combater um grupo criminoso suspeito de obter e manter, de forma fraudulenta, benefícios previdenciários por incapacidade temporária.

A ação é coordenada pela PF e integra a Força-Tarefa Previdenciária, com participação da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social do Ministério da Previdência Social.

Ao todo, são cumpridos 39 mandados de busca e apreensão em municípios do Maranhão, Rio Grande do Sul, São Paulo, Pará, Piauí e Ceará. No Ceará, a operação ocorre em Ubajara. As diligências também são realizadas em São Luís, Paço do Lumiar, São José de Ribamar, Pinheiro, Santa Helena, Palmeirândia, Presidente Sarney, Presidente Juscelino e Brejo, no Maranhão; Santa Rosa (RS); Cotia (SP); Parauapebas (PA); e Parnaíba (PI).

A Justiça também determinou o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, a proibição de contato entre eles e a constrição de bens e valores. As medidas têm como objetivo garantir eventual ressarcimento dos prejuízos causados aos cofres públicos.

A Operação Laudo Cego é um desdobramento da Operação Camisaria. As investigações começaram após a identificação de indícios de um esquema voltado à concessão indevida de benefícios previdenciários.

Segundo a apuração, o grupo seria formado por servidores públicos, profissionais da saúde, contadores, empresários e intermediários. Entre as práticas investigadas estão a emissão de laudos médicos falsos, a criação de vínculos empregatícios fictícios, a inserção de informações fraudulentas nos sistemas previdenciários, o recrutamento de beneficiários e a movimentação dos valores obtidos ilegalmente.

Até o momento, foram identificados 172 benefícios potencialmente fraudulentos, com prejuízo estimado em R$ 6,57 milhões aos cofres públicos.

Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de estelionato previdenciário, falsificação de documento público, inserção de dados falsos em sistema de informações, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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