Após 19 anos, Carla Gleydiane Marques Almeida, que foi presa injustamente por um homicídio ocorrido no município de Crateús, no interior do Ceará, será indenizada pelo Estado do Ceará.
O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) condenou o Estado ao pagamento de R$ 386.478,37, referentes a danos morais e materiais decorrentes da prisão considerada indevida.
Carla foi presa em julho de 2007 e permaneceu encarcerada até fevereiro de 2008, quando obteve um habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na ocasião, o tribunal apontou a ausência de fundamentos suficientes para a manutenção da prisão.
O homicídio aconteceu nas proximidades do Instituto Santa Inês, no Centro de Crateús. Carla passou a ser apontada como suspeita após ter sido vista na companhia da vítima, Thaís, com quem mantinha um relacionamento.
No decorrer das investigações, porém, Josimar passou a ser apontado como o responsável pelo crime e, segundo as informações do processo, teria confessado a autoria do homicídio.
Depois de ser libertada, Carla ingressou na Justiça buscando reparação pelos prejuízos provocados pela prisão. A decisão reconheceu os danos sofridos e determinou o pagamento da indenização.
Segundo a defesa, com a atualização do valor e demais cálculos previstos no processo, a quantia poderá chegar a aproximadamente R$ 400 mil.
O caso chama atenção para as consequências de uma prisão injusta e para os impactos que uma acusação criminal pode provocar na vida de uma pessoa mesmo após sua libertação.
Com informações de Tony Sales
foto DN
