Juazeiro do Norte - UFCA sedia debate sobre cobertura midiática da violência de gênero; veja como participar

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Foto: Divulgação / UFCA.

Bruna Santos

 Nesta quinta-feira (17), a Universidade Federal do Cariri (UFCA) sedia uma mesa-redonda intitulada “Mídia, Comunicação e Violência de Gênero: desafios para uma cobertura comprometida com os direitos humanos”. O evento é destinado a estudantes e profissionais do Jornalismo, Comunicação, Direito, Psicologia, Educação e áreas correlatas. Os interessados devem se inscrever por meio de formulário eletrônico.

A mesa-redonda integra a programação do IX Encontro de Abertura de Aulas do Instituto Interdisciplinar de Sociedade, Cultura e Arte (IISCA), e será realizada no auditório Bárbara de Alencar, no campus Juazeiro do Norte.  De acordo com a coordenadora do curso de Jornalismo, Juliana Lotif, o objetivo da ação é contribuir para o debate sobre responsabilidade social e a ética dos meios de comunicação na cobertura da violência contra as mulheres.

Vivemos em uma sociedade patriarcal e, muitas vezes, o desrespeito é reproduzido. Não podemos deixar isso acontecer e precisamos de ações formativas e educativas como esta para seguirmos na direção da mudança que queremos para a sociedade e para o jornalismo”, afirma a professora.

O momento, que é realizado em parceria Núcleo de Acolhimento às Vítimas de Violência (NUAVV Cariri) do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), contará mediação da jornalista e pesquisadora do tema, Laura Brasil, além das presenças da radialista e ativista feminista, Célia Rodrigues, da psicóloga do NUAVV/MPCE, Francyelly Felix, da promotora de justiça do MPCE, Dra. Anna Carolynna Almeida, e da presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher Cratense, Verônica Carvalho. 

Acompanhamos de perto os impactos que exposições inadequadas, julgamentos e abordagens sensacionalistas podem causar às vítimas e suas famílias. Por isso, a parceria com o curso de Jornalismo da UFCA é tão importante: ao aproximar a experiência de quem acolhe a de quem comunica, fortalecemos a construção de um jornalismo mais humano, ético e comprometido com os direitos humanos”, pontua a psicóloga Francyelly Felix. 

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