Em amistoso movimentado, Brasil bate a Austrália por 4 a 2

Blog do  Amaury Alencar
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                                                                          Crédito: PATRICK HAMILTON / AFP

Em um verdadeiro teste para o futuro da Seleção, e tentando apagar a má impressão deixada no último compromisso, o Brasil venceu a Austrália por 4 a 2 no Suncorp Stadium, em Brisbane. Sob o comando de Carlo Ancelotti, a equipe reformulada transformou a instabilidade do primeiro tempo em um domínio absoluto da reta final, ditando o ritmo do jogo. 

Levando os amistosos com peso de jogo oficial, o técnico bancou o planejamento de formar uma nova geração e trouxe sete mudanças em relação ao jogo anterior, além de um esquema de jogo diferente, com três jogadores no meio-campo e três no ataque.

Nos primeiros 15 minutos, as mudanças surtiram um efeito imediato. Com uma postura totalmente diferente, o Brasil mostrou rapidez na recuperação, aproximação entre os setores e boa troca de passes, principalmente pela direita. A presença de Bomtempo no meio-campo ao lado de Bruno Guimarães e Danilo (os únicos mantidos no setor), deu nova dinâmica ao time.

Logo aos dois minutos, a Seleção abriu o placar. Pela direita, Danilo achou Rayan, que buscou Bomtempo. O estreante rolou na medida para Vanderson, na entrada da área, encher o pé de primeira. O Brasil dominava as ações, pressionava a saída de bola australiana e não dava respiro ao adversário.

O cenário de controle, no entanto, ruiu em um intervalo de apenas quatro minutos. A Austrália virou o jogo com gols de Circati, após desvio em escanteio, e Metcalfe, aproveitando uma falha na saída de bola brasileira. O respiro veio apenas no apagar das luzes, quando Danilo sofreu pênalti e o então capitão Raphinha bateu firme para levar o 2 a 2 para o vestiário.

Na volta para a segunda etapa, Ancelotti tirou Raphinha para a entrada de Endrick, passando a braçadeira de capitão para Bruno Guimarães. A Austrália tentou repetir a pressão do primeiro jogo e assustou em investidas de Irankunda, que pararam nas mãos de Otávio e em cortes providenciais de Danilo. 

O clima esquentou aos 22 minutos, quando Endrick e Souttar se desentenderam e ambos receberam cartão amarelo. A confusão, no entanto, serviu de combustível para a Seleção despertar de vez.

Logo após o princípio de confusão, o Brasil desenhou o gol da virada. Com uma transição em altíssima velocidade, Danilo lançou Vini Jr. pela esquerda. O atacante invadiu a área e tocou para Endrick, que teve a inteligência de rolar a bola para trás. Bruno Guimarães, acompanhando a jogada como elemento surpresa na pequena área, finalizou com precisão para fazer 3 a 2.

Com a vantagem no placar, o Brasil passou a sufocar os donos da casa, impulsionado pelas entradas de Estêvão, Andrei e Matheuzinho. O ataque brasileiro colecionou chances. Vini Jr. e Estêvão infernizaram a defesa australiana com jogadas rápidas, forçando o goleiro Beach a fazer grandes defesas e a zaga a travar chutes perigosos de Endrick.

A insistência coroou a atuação brasileira. Vini Jr. chamou a responsabilidade em jogada individual pela esquerda, deixou Italiano e Irankunda para trás e foi derrubado na área. O próprio camisa 7 assumiu a cobrança do pênalti, batendo rente à trave direita. Beach até acertou o canto, mas não alcançou a bola, decretando o 4 a 2 definitivo e selando com autoridade a vitória da nova geração montada por Ancelotti.

O próximo compromisso da Seleção será em Calcutá, onde enfrenta a Índia, neste sábado, dia 3 de outubro, no Estádio Salt Lake, às 11h (horário de Brasília). 

Gols: Vanderson, aos 2’ 1º T (BRA); Circati, aos 29’ 1º T (AUS); Metcalfe, aos 33’ 1º T (AUS); Raphinha, aos 44' 1º T (BRA); Bruno Guimarães, aos 23’ 2º T (BRA); Vini Jr, aos 34’ 2º T (BRA)

Austrália: Beach, Italiano (Geria), Circati, Souttar e Herrington; Behich, Irvine (Vellupelay), Okon-Englister (O'Neill), Metcalfe (McGree); Irankunda (Younis) e Yengi (Yazbek). Técnico: Tony Popovic.

 Brasil: Otávio; Vanderson (Matheuzinho), Jair Cunha (Vitor Reis), Gabriel Magalhães e Mauro Júnior (Arthur Dias); Danilo (Breno Bidon), Bruno Guimarães (Martinelli) e Gabriel Bontempo (Andrey Santos); Rayan (Estêvão), Raphinha (Endrick) e Vini Júnior (Samuel Lino). Técnico: Carlo Ancelotti.

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