“Tenho convivido. Estamos na mesma luta para eleger o Elmano”, diz Luizianne sobre reaproximação com senador Camilo Santana

Blog do  Amaury Alencar
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A candidata da Federação Rede-PSOL, Luizianne Lins (Rede), naturalizou sua reaproximação com o senador Camilo Santana (PT), com quem acumulou mal-estar enquanto ambos eram correligionários.

Luizianne deixou o partido em abril deste ano após desentendimentos que somaram pelo menos uma década com o ex-governador do Ceará.

Questionada pelo O Estado neste domingo (23) sobre o clima entre ambos após seu ingresso na majoritária do governador Elmano de Freitas (PT),  a ex-prefeita de Fortaleza resumiu-se a dizer que ambos estão juntos pelo projeto de reeleição de Elmano. “Tenho convivido. Estamos na mesma luta para eleger o Elmano”.

A fala foi feita quando a deputada federal licenciada chegou a um dos redutos da centro-esquerda e da esquerda em Fortaleza, o Raimundo do Queijo, no Centro. Luizianne foi recepcionada com gritos de “Nossa senadora”. Também indagada por este jornal se está “acomodada” na chapa, uma vez passou a fazer parte da composição no limite do prazo da Justiça Eleitoral, na noite do dia 5 de agosto, após uma estratégia frustrada de Camilo e aliados que retirou de governistas a possibilidade de levar a Federação União Progressista (Federação UPB) para a base, Luizianne citou agendas deste fim de semana na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), apontando a relação de proximidade com os demais integrantes como termômetro. 

Com relação a Maracanaú, a candidata fez referência à presença do prefeito da Cidade, Roberto Pessoa (PSD), no ato de sábado (22) no local e argumentou que o gestor foi o primeiro prefeito a declarar apoio público ao seu nome ao Senado. A parlamentar também citou o prefeito de Aquiraz, Bruno Gonçalves (PRD), filho do candidato a deputado federal e ex-prefeito de Eusébio, Acilon Gonçalves (PSB), aliado direto de Cid Gomes (PSB). “Tem sido muito boa a recepção das pessoas, em especial das mulheres, em relação à nossa candidatura”, acrescentou. Luizianne optou por sair do PT para conseguir um espaço à indicação à Casa Alta, uma vez que o partido não tinha perspectiva de, em sua coalizão, lançar candidatura ao Senado.

A indefinição de um dos dois nomes, o seu, foi encerrada aos “quarenta e cinco do segundo tempo”, ou seja, no apagar das luzes do prazo. Luizianne é vista como o principal potencial de votos ao Senado na Capital dentro da base, uma vez que o senador Cid Gomes, o outro candidato de Elmano, tem ampla capilaridade no Interior do Estado. “Acho que agora que a começa a campanha começa a esquentar, no sentido de que as pessoas começam a observar mais a conjuntura política. A política é ainda um ambiente, digamos assim, uma situação distante para muitas pessoas. As pessoas começam a ver a campanha na rua e a ficar mais atentas pra conjuntura […] E dia 28 começa a televisão. A perspectiva é crescimento das pessoas saberem as candidaturas, vai se dar muito a partir do horário eleitoral gratuito”.

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