Suplentes tomam posse na Câmara de Sobral após prisão de vereadores em operação da PF

Blog do  Amaury Alencar
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                                       / Crédito: Reprodução / YouTube / Câmara de Sobral 


A Câmara Municipal de Sobral realizou, na última quinta-feira, 20, a cerimônia de posse de suplentes dos vereadores afastados e presos na Operação Omertá, realizada em Sobral no dia 11 de agosto.Os suplentes Cumpady Bony (PSB), Kerginaldo Prado (União Brasil) e Wostin Rodrigues (Podemos) assumiram as vagas de Carlos do Calisto (PSB), Mário Vicktor (União Brasil) e Junim do Povo (Podemos), respectivamente. Estes três últimos foram afastados dos cargos por um período inicial de 180 dias. 

A cerimônia de posse foi conduzida pelo presidente do Legislativo sobralense, vereador Chico Jóia Júnior (União Brasil). Após o juramento, os parlamentares subiram à tribuna e discursaram. 

Cumpady Bony agradeceu a Deus e afirmou ser de oposição, mas lamentou estar assumindo a vaga após a prisão dos colegas. “Espero que voltem logo, independentemente que a gente esteja aqui na Câmara, mas nada contra porque todos são colegas. Sei o quanto custa para chegar numa cadeira dessa”, declarou o parlamentar.

 Wostin também lamentou a forma como estava assumindo, mas agradeceu pela oportunidade e homenageou familiares. “Eu não quero que ninguém enxergue essa cadeira como prêmio, eu enxergo como uma missão. O mandato não pertence ao vereador, pertence ao povo”, destacou o agora parlamentar em exercício. 

Kerginaldo saudou os presentes e dedicou o momento ao pai, Chico Loló, que, de acordo com o vereador empossado, tinha o sonho de ser vereador. “Eu estou aqui dando continuidade ao trabalho que ele gostava de fazer, que era servir”, afirmou.Entenda as prisões de vereadores em SobralOs três parlamentares detidos, Carlos do Calisto, Mário Vicktor e Junim do Povo, foram presos na Operação Omertá, que buscava intensificar as investigações sobre possível atuação de organizações criminosas nos processos eleitorais de 2024 e de 2026 em Sobral. 

 A suspeita das autoridades responsáveis pela investigação é de que o grupo exigia o pagamento de um “pedágio” de R$ 60 mil para permitir que candidatos realizassem campanha eleitoral em determinadas áreas e bairros de Sobral. 

 Os três tiveram prisões preventivas determinadas e o afastamento do exercício dos mandatos pelo prazo inicial de 180 dias.Dois agentes públicos também foram afastados pelo mesmo período.A operação foi deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (FICCO/CE), pelo Ministério Público Eleitoral e pelo Grupo Auxiliar Eleitoral (GAEL). 

 Base e oposição Os alvos faziam parte tanto da base, quanto da oposição à Prefeitura na Câmara Municipal de Sobral.Em 2024, Carlos Do Calisto foi eleito com 4.176 votos e está no quarto mandato como vereador. Mário Vicktor foi eleito com 3.069 votos e está no segundo mandato.Junim Do Povo se elegeu com 1.209 votos e está no primeiro mandato. 

                                                             o Povo 

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