
Foto: Jota Lopes
O novo Mercado Wilson Roriz, no Centro do Crato, continua de portas fechadas mesmo após a conclusão aparente das obras e o fim do prazo inicialmente previsto para a entrega do equipamento. A situação tem provocado insatisfação entre moradores, comerciantes e permissionários, que cobram da administração municipal informações sobre os motivos da demora e uma previsão oficial para a inauguração.
Construído no cruzamento das ruas Nelson Alencar e Monsenhor Esmeraldo, o novo mercado foi projetado para substituir o antigo equipamento, demolido para dar lugar a uma estrutura considerada mais moderna e ampla.
Quando apresentado, o projeto tinha previsão de conclusão até outubro de 2025. Meses depois do prazo anunciado, porém, o prédio permanece sem funcionamento e a Prefeitura do Crato ainda não divulgou uma data oficial para a abertura.
Equipamento foi projetado para movimentar comércio e turismo
O Mercado Wilson Roriz foi concebido para se transformar em um dos principais polos de comércio, cultura e turismo do município. O projeto prevê dois pavimentos, praça de alimentação, lojas externas, boxes comerciais e quiosques.
O espaço também deverá receber áreas destinadas à realização de shows, feiras e outros eventos, ampliando a utilização do equipamento para além das atividades comerciais.
A estrutura inclui ainda um auditório e salas destinadas à capacitação de permissionários e de jovens interessados em qualificação profissional. A proposta prevê parcerias com instituições como o Sebrae e o Senac.
Outro serviço planejado para o local é um espaço de atendimento do Sine/IDT. O projeto contempla também um centro destinado à exposição e comercialização de artesanato regional, com a intenção de fortalecer a produção cultural e a economia criativa do Cariri.
Nos fundos do mercado, a Rua Padre Pita também foi incluída no projeto de requalificação urbana, como parte das intervenções previstas para melhorar o entorno do equipamento.
Investimento supera R$ 10 milhões
O empreendimento recebeu investimento superior a R$ 10 milhões e foi apresentado como uma obra capaz de gerar impactos na economia do município.
A expectativa divulgada para o equipamento é de aproximadamente 150 empregos diretos, além da movimentação de atividades ligadas ao comércio, turismo, gastronomia, serviços e produção cultural.
Para comerciantes e permissionários que aguardam a abertura, entretanto, o prolongamento do fechamento aumenta a incerteza sobre quando as atividades poderão efetivamente começar.
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