
A iniciativa busca transformar o espaço em desuso em um centro cultural educativo, além de preservar a memória local e até criar uma galeria com a história, objetos e artefatos dos mais diversos aspectos, social, turístico e cultural de Suassurana.
Para isso, a intenção da Associação Cultural Fogo no Roçado é de mobilizar a comunidade, filhos e amigos para que esse projeto siga adiante. Por lá, mesmo sem ainda apoio principalmente financeiro, algumas ações já estão acontecendo, numa corrente de solidariedade para salvar importante pedaço de sua história.
Hoje, sábado, 29, acontece um jantar beneficente, a partir das 20h, logo após a missa, ao lado do Bacana Bar. Vai ter música ao vivo com Cícero Santos e pratos preparados por voluntários. O acesso custa apenas R$ 15,00. “É uma das primeiras ações da gente no sentido de reformar e revitalizar esse prédio, que foi o primeiro grupo escolar da nossa comunidade”, pontuou Sirineu Moreno, presidente da Associação.
Há bastante tempo o prédio encontrava-se desativado e em avançado estado de depredação. Atualmente vem passando por limpeza, recebeu um telhado novo, e com os recursos que conseguirem angariar outras melhorias serão realizadas.
No entanto, o desafio dos associados agora é avançar para as próximas etapas da obra. O foco principal do projeto é realizar os reparos necessários mantendo rigorosamente as características arquitetônicas originais da fachada e da estrutura, preservando a identidade visual e a memória coletiva dos moradores.
Dignidade e orgulho
Após a conclusão das obras, o prédio deixará o passado de abandono para se tornar o coração cultural de Suassurana. De acordo com os organizadores, a revitalização vai muito além de uma simples obra de engenharia; trata-se de um resgate da dignidade e do orgulho de Suassurana. Ao transformar a antiga escola em um centro de convivência e memória, a Associação Fogo no Roçado garante que as futuras gerações conheçam as raízes da comunidade enquanto têm acesso a novas oportunidades educativas. “Nossa primeira ação é esse jantar, mas estamos organizando outras atividades e também uma forma de acesso para que as pessoas possam contribuir também financeiramente e até com materiais, móveis, cadeiras”, complementou Sirineu.
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