
A Academia Cearense de Economia (ACE), Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE) realizaram, dias 12 e 13 de agosto, o Fórum Capital & Desenvolvimento – O Nordeste na Agenda Global que reuniu economistas, gestores públicos, representantes do setor produtivo, pesquisadores e organismos multilaterais na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC). Além de discutir programas, investimentos e fontes de capital capazes de impulsionar o crescimento sustentável da região, a ACE deu posse a sua nova diretoria, tendo como presidente, o economista Célio Fernando Melo.
“A academia é isso. Vocês viram a gente falando aqui de hidrogênio verde, de economia azul, de transformação digital, de carros e de repente alguém tem que refletir sobre tudo isso. Olha essa revolução no Ceará. Se falou em TikTok, nós já temos 12 data centers antes do TikTok vir. Os cabos transoceânicos, já são os 16, estamos chegando a 18. Tudo isso é consequência do ponto de vista da ciência. O meu papel é de ser um articulador”, disse o novo presidente.
O evento
Com o tema “Economia para o Desenvolvimento Regional: Programas e Fontes de Capital para o Nordeste do Brasil” , a atividade propôs reflexões sobre os desafios e as oportunidades do Nordeste diante das transformações econômicas globais.
O vice-presidente da FIEC, Carlos Prado, apresentou um exemplo do que antes era tratado como problema para o Ceará e hoje é oportunidade. “O vento e o sol que, antes, eram problemas e passaram a ser uma grande riqueza. Já se tinha um aeroporto internacional, um porto moderno, cabos marítimos, ZPE pronta e agora surgiu o hidrogênio verde. O Ceará se descobriu com todas as condições necessárias e competitivas para se tornar um local interessante e atraente para os investimentos internacionais”, celebrou.
A superintendente do BNB no Ceará, Eliane Brasil, destacou o apoio do banco para o desenvolvimento da região. “Ao longo de seus 74 anos de trajetória, o BNB consolidou-se como um pilar fundamental no desenvolvimento regional, atuando como indutor de grandes investimentos e projetos de infraestrutura. Mas também tem um olhar muito crítico para que o investimento vá para onde precisa ir e que a gente nunca esqueça o pequeno. A gente tem quase R$ 20 bilhões aplicados em empreendedores de micro negócios, sejam urbanos ou rurais, no ano 2025, pois a gente entende que esse dinheiro, que vai para financiar o pequeno negócio e vai circular”, explicou.