Camilo recebe apelo de agricultores familiares do Ceará e vai discutir inclusão da cajuína artesanal na merenda escolar

Blog do  Amaury Alencar
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 O líder do PT no Senado, Camilo Santana, recebeu do jornalista Luzenor de Oliveira um apelo de agricultores familiares e produtores de cajuína artesanal do Ceará para que sejam realizados estudos destinados à inclusão da bebida no cardápio da merenda escolar. Ao receber a reivindicação, Camilo considerou o pleito justo e se comprometeu a abrir o debate e buscar caminhos para viabilizar a proposta.

Luzenor recebeu a incumbência de levar o pedido ao senador por meio de produtores liderados pelo agricultor familiar Silvanar, que produz a Cajuína São João, na comunidade de Lagoa de São João, em Aracoiaba.

Durante o encontro, além de apresentar a reivindicação, o jornalista entregou a Camilo uma garrafa da cajuína produzida pela agricultura familiar do município.

“Camilo Santana, eu recebi a incumbência de produtores de cajuína artesanal no Ceará. O Silvanar, que é produtor lá na comunidade de Lagoa de São João, em Aracoiaba, nos fez um apelo para encaminhar ao senhor um pedido para entrar nesse debate e discutir a possibilidade de a cajuína artesanal ser incluída na merenda escolar em todo o Brasil”, relatou Luzenor. 


CAJUÍNA SÃO JOÃO CHEGA ÀS MÃOS DE CAMILO

Ao entregar a garrafa da Cajuína São João, Luzenor destacou que o produto simboliza o trabalho desenvolvido pelos pequenos produtores e agricultores familiares que encontram na cadeia produtiva do caju uma importante fonte de geração de renda.

“O Silvanar nos encaminhou essa mensagem e também mandou para o senhor o produto que ele produz, a Cajuína São João, lá na comunidade de Lagoa de São João, em Aracoiaba. O senhor já conhece de perto a luta desses produtores de cajuína. Então, passo às suas mãos o produto e, muito mais do que isso, a reflexão sobre esse apelo dos produtores artesanais”, afirmou o jornalista.

A reivindicação busca abrir uma discussão sobre a possibilidade de aquisição da cajuína artesanal para a alimentação escolar, criando, ao mesmo tempo, um novo mercado para a produção da agricultura familiar. 

AMILO CONSIDERA REIVINDICAÇÃO ‘MUITO JUSTA’

Ao receber o pedido e a garrafa produzida em Aracoiaba, Camilo Santana demonstrou receptividade à proposta e destacou as características da cajuína artesanal.

“Obrigado. Quero agradecer a ele e dizer que é muito justa a reivindicação. É um produto de qualidade, importante, nutritivo, natural e artesanal. Eu vou levar essa reivindicação para que a gente possa trabalhar a inclusão disso aqui na merenda escolar das escolas brasileiras”, afirmou Camilo.

O compromisso abre caminho para que a proposta seja discutida com os setores responsáveis pela política nacional de alimentação escolar e para que sejam avaliados os critérios técnicos, nutricionais e legais necessários à eventual inclusão do produto nos cardápios. 

MERENDA ESCOLAR PODE ABRIR NOVO MERCADO PARA AGRICULTURA FAMILIAR

Para os produtores, a discussão vai além da presença da bebida na alimentação dos estudantes. A eventual inclusão da cajuína artesanal poderia representar um estímulo à cadeia produtiva do caju, especialmente para pequenos agricultores e empreendimentos familiares do Ceará.

Após entregar o produto, Luzenor reforçou que o compromisso agora é acompanhar os próximos passos da discussão.  

“Está dado o recado ao senador Camilo Santana. Vamos acompanhar esse debate, que é importante para os produtores artesanais de cajuína no Estado do Ceará”, afirmou.

Com a sinalização de Camilo, a reivindicação apresentada pelos produtores de Aracoiaba ganha espaço na agenda política nacional. A expectativa é que sejam realizados estudos para avaliar a viabilidade da proposta e os mecanismos necessários para que a produção artesanal, dentro das exigências sanitárias e nutricionais, possa ser adquirida para a alimentação escolar.

Além de ampliar as alternativas de alimentos oferecidos aos estudantes, a iniciativa poderá fortalecer a agricultura familiar, agregar valor à produção do caju e gerar renda para pequenos produtores cearenses, preservando urma bebida tradicional fortemente ligada à cultura e à economia do Nordeste. 

                                       Ceará Agora 

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