TSE rebate fala de Flávio sobre veracidade das urnas: “Informações são falsas”

Blog do  Amaury Alencar
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Foto: Reprodução

 O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rebateu fake news que associam as urnas eletrônicas brasileiras à empresa venezuelana Smartmatic. Após declarações do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) a diplomatas estrangeiros, a corte eleitoral decidiu divulgar novamente um comunicado publicado em 2022, no qual afirma que a companhia não fornece urnas nem softwares utilizados nas eleições do país.

A medida foi autorizada pelo ministro Kassio Nunes Marques. Em vez de emitir uma manifestação específica sobre o episódio, o magistrado permitiu a republicação do esclarecimento divulgado há quatro anos, quando alegações semelhantes foram feitas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro durante uma reunião com embaixadores. O caso acabou servindo de base para a ação que resultou na condenação de Bolsonaro a inelegibilidade até 2030.

Em encontro com representantes de outros países realizado na terça-feira (21/7), Flávio citou um relatório divulgado pela Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) sobre suspeitas de fraude nas eleições venezuelanas de 2012. Ao comentar o assunto, o senador afirmou que equipamentos utilizados no Brasil teriam origem ligada à mesma empresa mencionada no documento.

“Há poucos dias, por coincidência, há uma denúncia por parte do governo americano de suspeitas de fraudes em processo eleitoral eletrônico, em especial na Venezuela. […] Muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma… Têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”, declarou.

Na sequência, o pré-candidato pediu maior participação internacional no acompanhamento do pleito de 2026. “O pedido que eu faço a todos aqui, não estou questionando o sistema de votação brasileiro, mas que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possíveis para as nossas eleições”, enfatizou.

Fake news

Ao republicar o comunicado, o TSE reiterou que a informação sobre uma suposta participação da Smartmatic nas urnas brasileiras é falsa.

“São falsas as mensagens que circularam nas redes sociais segundo as quais a empresa Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados em urnas no Brasil. Todo o projeto da urna eletrônica brasileira e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do país”, diz o texto.

A Corte também destacou que as urnas foram desenvolvidas por servidores e técnicos da Justiça Eleitoral e são produzidas por empresas contratadas por meio de licitação pública. Segundo o tribunal, o sistema utiliza meios próprios e criptografados de comunicação, sem conexão com redes públicas, como a internet.

O comunicado ainda reforça que a Smartmatic “não forneceu nem fornece urnas eletrônicas para as eleições brasileiras, tampouco trabalhou na programação desses aparelhos”. De acordo com o TSE, a atuação da empresa se restringiu ao treinamento de profissionais responsáveis pelo suporte técnico e operacional das urnas e à prestação de serviços de conexão de dados e voz em contratos específicos.

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