Setores e Lula se reúnem 17h para driblar tarifaço de 25%

Blog do  Amaury Alencar
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                                                     Crédito: EVARISTO SÁ / AFP

Em esforço para blindar os setores da economia brasileira diante do início do tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros, o Governo Federal reúne os setores impactados. O encontro ocorre nesta terça-feira, 21 de julho, em Brasília.

A sobretaxa aos produtos nacionais que chegam aos EUA se inicia oficialmente nesta quarta-feira, 22 de julho.Ainda nesta terça, pelo menos três associações deverão se reunir com a equipe de ministros, com reunião marcada para as 17 horas.Participarão a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) 

Por parte do governo Lula, devem participar das reuniões o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias — principal responsável pelas conversas —, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o vice-presidente Geraldo Alckmin - este último ex-ministro do MDIC, que atuou durante o primeiro tarifaço, em meados de 2025.Tarifaço de 25% começa nesta quarta-feira, 22, e afeta quase 3 mil produtosEm junho deste ano, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após investigação sobre temas como desmatamento ilegal, pirataria e o sistema de pagamentos Pix. 

                                                              Crédito: Samuel Pimentel 

A investigação foi conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite aos EUA retaliar práticas consideradas prejudiciais às empresas americanas. Além dessa barreira comercial de 25%, os EUA já anunciaram uma sobretaxa adicional de 12,5% para países, entre eles o Brasil, sob a justificativa de falhas no combate ao trabalho forçado.

O encontro do governo Lula com empresários de diferentes setores também servirá para definir como deve ser a retaliação do Brasil contra os EUA. Conforme o Estadão/Broadcast, empresários defendem que o Planalto retalie as medidas americanas após a nova ofensiva e pedem a aplicação da Lei de Reciprocidade, aprovada no ano passado pelo Congresso Nacional. 

Essa legislação autoriza o Brasil a adotar contra medidas comerciais em resposta a ações unilaterais de países ou blocos econômicos que "prejudiquem a competitividade internacional do País".Parte dos setores prejudicados - o que inclui o agronegócio - defende, ainda, que o Brasil acione a Organização Mundial do Comércio (OMC) e prepare uma retaliação escalonada.

 O titular do MDIC disse na semana passada que o processo de reciprocidade aos EUA é uma medida que exige cautela, com "forma e intensidade adequadas".O ministro frisou que, mesmo com a alíquota extra já confirmada, a gestão federal não sairá da mesa de negociação com os EUA e não "abandonará o multilateralismo"

.Por sua vez, o ministro da Fazenda adiantou que haverá uma recalibragem do chamado plano Brasil Soberano, que prevê apoio às empresas exportadoras de bens industriais diante de medidas como o tarifaço dos EUA.Sem citar números, Durigan disse ser possível que, no mês que vem, os efeitos deste plano de apoio já possam ser verificados. 

                                               (Com Agência Estado)

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