Indicado ao Senado por Flávio Bolsonaro, ex-prefeito é preso pela Polícia Federal

Blog do  Amaury Alencar
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                                           Crédito: Prefeitura de Belford Roxo / reprodução

Márcio Canella (União Brasil - RJ), indicado ao Senado pelo pré-candidato a Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi preso nesta terça-feira, 7. Ele é alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal (PF) e acabou sendo preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. Um fuzilfoi encontrado no carro dele. 

A operação Unha e Carne tem como relator o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.A indicação do ex-mandatário para concorrer a senador foi oficializada em fevereiro de 2026, durante anúncio da chapa majoritária do Partido Liberal (PL) no Rio. Flávio apresentou Canella como um dos nomes para disputar uma vaga no Senado, ao lado do então governador Cláudio Castro (PL-RJ). Leia mais em: 

A apuração da PF visa desestruturar suspeitas sobre um grupo criminoso que utilizaria postos de combustíveis para lavagem de dinheiro, com envolvimento de servidores públicos. O ex-chefe da Polícia Civil durante a gestão de Castro, delegado Marcus Amim, também é investigado.

Além de Canella e Amim, a Polícia Federal cumpre 19 mandados de busca e apreensão em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital do Rio de Janeiro. É apurada uma movimentação de R$ 7,6 bilhões em seis anos, de acordo com relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). A investigação mira, até o momento, contratações diretas irregulares e lavagem de dinheiro, com abertura para novos desdobramentos. 

 Relações políticas sob investigação O delegado investigado foi nomeado como chefe da Polícia Civil em 2023 sob cobrança de deputados estaduais ao ex-governador Cláudio Castro. Amim foi substituto do delegado José Renato Torres, que estava no cargo há um mês e resistiu a indicações de membros da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).  

 Exonerado em setembro de 2024, Amim deu lugar ao delegado Felipe Curi. Ele logo em seguida assumiu o cargo de coordenador de segurança na Alerj, na época presidida pelo deputado estadual Rodrigo Bacellar (PL-RJ), que está preso atualmente.Amim também mantinha relações políticas com o ex-prefeito. Quando ainda exercia o mandato de deputado estadual, Canella o condecorou com a medalha Tiradentes, a principal comenda da Casa.

Aberta por determinação do STF como desdobramento da ADPF das Favelas, a Operação Unha e Carne investiga ligações entre políticos e o crime organizado. A ADPF, por sua vez, é uma decisão que limita operações policiais no Rio. Até agora, as apurações já levaram à prisão dos ex-deputados Rodrigo Bacellar (União-RJ), TH Joias e Thiago Rangel (Avante-RJ). Na semana passada, novo desdobramento apontou o envolvimento de parlamentares com o bicheiro Adilsinho. A PF analisa listas apreendidas com ele, com nomes de Castro, deputados federais e estaduais ligados a valores suspeitos de caixa dois de campanha. 

                                                              O POVO 

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