Deputados da base de Elmano trocam críticas de "distorcendo a verdade" a "covarde"

Blog do  Amaury Alencar
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                        Crédito: AURÉLIO ALVES E JORGE VITOR / ESPECIAL PARA O POVO 


O evento de lançamento da pré-candidatura do deputado estadual Osmar Baquit (PSB), em Pacajus, no último dia 10, foi marcado por críticas ao também deputado estadual Fernando Santana (PT). O pessebista citou o petista durante discurso no palco, afirmando que Santana teria distorcido declarações dele e não teria atuação efetiva no município. 

Ao O POVO, Fernando rebateu as alegações e criticou duramente a forma como Baquit faz "política".“Chegou um deputado aqui (em Pacajus), o nome dele é Fernando Santana, e foi com uma nota de solidariedade. Se botar o Fernando Santana dentro de um saco e rodar, ele não sabe para que lado vai, porque nunca andou aqui e não tem serviço prestado em Pacajus. Ele vem tentar fazer média, numa palavra que eu disse, distorcendo a verdade”, disse Baquit durante o evento.Antes, o deputado havia mencionado caso envolvendo uma divergência com outra petista, a deputada estadual Jô Farias (PT). 

O caso, ocorrido em junho, gerou ruído dentro da base do governador Elmano (PT). “O que eu disse, vou repetir aqui, não disse para deputado A ou B, para homem ou mulher. Quem quiser ser candidato e representar Pacajus, seja homem ou mulher, não precisa ser miss simpatia, seja homem ou mulher, tem que trabalhar”, disse ainda na sexta À reportagem, Fernando Santana rechaçou as declarações de Baquit, argumentando que o colega de Assembleia ataca outros parlamentares de forma “covarde” e “sorrateira” no dia a dia. “Pense em um assunto desinteressante pra mim, é aquilo que esse cidadão fala. Não serei o primeiro, nem o último a quem ele ataca de forma gratuita e covarde. A penúltima da lista foi a deputada Jô, a quem ele tentou diminuir a atuação e o trabalho pelo povo”, lembrou.

Santana completou a crítica: “Pelo menos ele fez de público desta vez, diferente do que ele faz no cotidiano que é falar das pessoas de maneira sorrateira, ele fala de um para o outro e após do outro para um… Enquanto ele acha que se impõe pelo grito, pela valentia ou pela covardia, eu continuo fazendo da política ambiência de amor, companheirismo”, concluiu.

As falas de ambos os deputados evidenciam um cenário comum em grandes alianças políticas e com a proximidade das eleições, quando há desentendimentos relacionados a interesses regionais. Em outubro, Baquit disputará novamente vaga na Assembleia Legislativa (Alece), enquanto Fernando deve tentar uma cadeira na Câmara dos Deputados.

 A reportagem procurou o deputado Osmar Baquit para ouvi-lo sobre as falas de Santana e para entender se a divergência pode afetar a base governista, mas não obteve retorno. 

 Entenda o caso Em junho, Baquit esteve no centro de um embate indireto com a deputada estadual Jô Farias, após um discurso, aparentemente destinado à petista, ter sido classificado como “machismo” e “misoginia” por outros atores políticos.O caso foi noticiado pela coluna Vertical, do O POVO. O tensionamento começou no fim de maio, quando Baquit participou do lançamento de pré-candidaturas aliadas em Pacajus. 

Na ocasião, o deputado, que apoia o atual prefeito Edilson das Casas (União Brasil), fez críticas indiretas ao grupo de Nezinho Farias (PSB), prefeito de Horizonte e marido de Jô.“Nós não queremos deputado nem deputada que, para trazer alguma coisa para cá (Pacajus), primeiro tem que levar para Horizonte. Tem que vir é para cá. Não queremos deputado, deputada, para bater foto, porque ninguém é candidato a miss simpatia, é candidato para trazer benefícios e obras”, disse Baquit na ocasião.  

 Apesar de não ter sido citada, Jô divulgou vídeo, à época, rebatendo. “Ser mulher nesse mundo não é uma coisa fácil, ser mulher na política também não. Porque tem coisas que dizem para mulher, mas não dizem para homem. 

Então a gente sofre misoginia, machismo, a gente precisa provar todos os dias que somos capazes”, disse na ocasião. As acusações de Jô foram rebatidas por Baquit, que declarou que a fala não foi direcionada às mulheres.Outra divergência na baseCaso similar ocorreu em junho, durante evento de assinatura da ordem de serviço de uma rodovia que liga o município de Iguatu a Icó, com a presença do governador Elmano. Houve enfrentamento político entre os deputados Agenor Neto (MDB) e Marcos Sobreira (PSB), que disputam e têm bases eleitorais em Iguatu. 

O desentendimento foi contornado por outros deputados, mas não acabou por aí.Na última quarta-feira, 8, Agenor entregou a vice-liderança do governo na Assembleia, mas afirmou que continua apoiando Elmano. Segundo deputados informaram na semana passada, a situação teria atingido um “limite” após recente confusão envolvendo discursos feitos em sequência por Agenor e Sobreira em sessões plenárias. O estopim ocorreu após um integrante da base ceder tempo de discurso no plenário para Sobreira, que usou o espaço para rebater críticas de Agenor. 

                                                           O POVO 

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