Resgate estrangeiro chega à Venezuela após terremotos; há 920 mortos confirmados

Blog do  Amaury Alencar
0

 

Prédios e infraestrutura foram gravemente danificadosMaxwell Briceno/Reuters - 26.06.2026

Equipes de resgate e ajuda estrangeiras chegavam à Venezuela nesta sexta-feira (26), quase dois dias depois que dois terremotos devastadores arrasaram áreas na capital, Caracas, e em seus arredores, forçando os moradores a escavar para salvar parentes, amigos e vizinhos.

O governo estima que centenas de pessoas ainda estejam presas nos escombros, além das 920 mortes confirmadas e dos 3.360 feridos.

Um site criado para registrar relatos de pessoas ainda não localizadas contabilizava 50 mil nomes na manhã de sexta-feira.

Os tremores de magnitude 7,2 e 7,5 — dois dos maiores terremotos da história moderna da América Latina — atingiram uma região a cerca de 160 km a oeste de Caracas na noite de quarta-feira (24), enquanto os venezuelanos aproveitavam um feriado.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos previu mais de 10 mil mortes.

O governo da presidente interina Delcy Rodríguez, que assumiu o poder depois que os Estados Unidos prenderam seu antecessor em uma operação realizada em janeiro, prometeu uma mobilização em larga escala para prestar assistência.

Com a chegada de equipes de resgate estrangeiras, bombeiros, soldados e cidadãos angustiados vasculhavam prédios destruídos, alguns usando as próprias mãos e tochas em locais onde faltava energia elétrica.

“Ele está sob as lajes e não há maquinário para resgatá-lo”, disse Yamileth Jimenez sobre seu filho de 19 anos, preso nos escombros do prédio de apartamentos de sete andares onde moravam, na cidade de La Guaira, no litoral, nos arredores de Caracas.

Milhares estão desabrigados em um país já enfraquecido por décadas de turbulência econômica e política que empobreceu a população, provocou um êxodo de milhões de pessoas e deteriorou a infraestrutura e os serviços básicos.

Muitos vivem em favelas precárias nas encostas, chamadas de “barrios”.

“Meu prédio está inabitável e agora não tenho mais nada. Somos só eu e meu filho, e não tenho família no país”, declarou Suhayl Sarquiz, de 50 anos, que perdeu o emprego há alguns meses.

“É uma tragédia”, disse Beatriz Rodríguez, de 60 anos, cujo sobrinho teve as pernas amputadas depois de ser esmagado pelos terremotos. Outro sobrinho morreu.

Postar um comentário

0Comentários
Postar um comentário (0)