Lula lança hoje o Desenrola Adimplentes para ampliar crédito a consumidores que mantêm contas em dia

Blog do  Amaury Alencar
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 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança, nesta segunda-feira (28), o programa Desenrola Adimplentes, nova modalidade da política de crédito do Governo Federal destinada a consumidores que estão com as contas em dia, mas enfrentam dificuldades financeiras em razão dos altos juros cobrados no país.

O anúncio será feito em cerimônia no Palácio do Planalto, com a participação do ministro da Fazenda, Dario Durigan.

A iniciativa tem como objetivo oferecer condições mais vantajosas de crédito para brasileiros que, embora não estejam inadimplentes, comprometem parcela significativa da renda com empréstimos contratados em períodos de juros elevados.

A avaliação da equipe econômica é que muitos consumidores com bom histórico de pagamento também precisam de apoio para reorganizar as finanças e evitar o endividamento excessivo. A proposta é permitir a troca de dívidas mais caras por operações com taxas menores.

Pelas regras que deverão ser detalhadas pelo Governo Federal, um dos principais critérios para participação será ter pago, em dia, pelo menos quatro parcelas de uma dívida de até R$ 15 mil.

O Desenrola Adimplentes amplia a política iniciada com o Desenrola Brasil, lançado em 2023 para renegociar débitos de consumidores inadimplentes. Agora, o governo busca alcançar um público que ficou de fora das etapas anteriores e responder às críticas de que os programas de renegociação beneficiavam apenas quem deixou de honrar os compromissos financeiros.

Nos últimos meses, integrantes da equipe econômica passaram a defender publicamente a criação de um programa específico para os consumidores adimplentes. Segundo o ministro Dario Durigan, a medida pretende evitar que pessoas que sempre pagaram suas contas acabem migrando para a inadimplência devido ao elevado custo do crédito.

“Uma pessoa que trabalha na informalidade, por exemplo, não tem renda fixa mensal e depende do ganho diário para sobreviver. É justamente esse público que, muitas vezes, paga os juros mais altos do país”, afirmou Durigan durante participação no programa Bom Dia, Ministro.

Apesar da expectativa do governo, parte do sistema financeiro demonstra resistência à iniciativa. Instituições bancárias argumentam que renegociar contratos que estão sendo pagos regularmente pode não ser atrativo do ponto de vista operacional e econômico.

Além disso, representantes do setor avaliam que o público potencial do programa deverá ficar entre 3 milhões e 4 milhões de pessoas, número considerado restrito diante dos critérios em discussão.

Mesmo com as divergências, o Governo Federal aposta que o novo programa poderá aliviar o orçamento das famílias, estimular o consumo e reduzir o risco de crescimento da inadimplência nos próximos meses.

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