O MRE (Ministério das Relações Exteriores) informou, na noite desta quinta-feira (25), que dois brasileiros morreram em decorrência dos terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira (24).
Em nota, o Itamaraty lamentou as mortes e informou que presta assistência às famílias das vítimas.
“É com grande pesar que confirmamos o falecimento de uma cidadã e de um cidadão brasileiros em consequência dos terremotos que atingiram a Venezuela. O MRE informa estar prestando assistência consular às famílias das vítimas”, declarou a pasta.
Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, por meio das redes sociais, que o governo brasileiro enviará uma missão humanitária à Venezuela para auxiliar no socorro às vítimas.
“Conversei por telefone hoje com a vice-presidenta da Venezuela, Delcy Rodríguez, para prestar a solidariedade do governo brasileiro à população venezuelana vitimada pelos terremotos de quarta-feira e definir a melhor forma de prestarmos apoio ao país vizinho”, escreveu Lula.
Segundo o presidente, a primeira missão será enviada na manhã desta sexta-feira (26), em um avião Embraer KC-390 da FAB, que partirá do Aeroporto de Guarulhos.
A operação contará com 36 bombeiros dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, além de quatro técnicos da Defesa Civil Nacional e outros quatro da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).
“Com eles, seguirão nove toneladas de equipamentos para auxiliar nas buscas e no socorro às vítimas”, afirmou o presidente.
Lula também informou que uma segunda operação está prevista para sábado (27), com o envio de novos equipamentos e insumos.
“Também enviaremos, no sábado, outro voo com equipamentos para a montagem de um hospital de campanha, cem purificadores de água com painel solar, medicamentos e materiais médicos para cirurgias”, disse.
O presidente afirmou ainda que o governo brasileiro seguirá acompanhando a situação no país vizinho.
“Seguiremos acompanhando o desenvolvimento dos trabalhos de socorro às vítimas para prestar todo o apoio necessário aos nossos irmãos venezuelanos”, concluiu.
R7