Definição da chapa governista deve ficar para mais perto das convenções

Blog do  Amaury Alencar
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Legenda: Governador está conduzindo conversas com aliados para definir cargos da chapa majoritária
Foto: Fabiane de Paula

O custo da demora 

A formação da chapa majoritária governista, ao que tudo indica, ficará mesmo para julho, o mês em que começa o prazo das convenções partidárias. Estamos no último dia de junho, mês que o próprio governador estabeleceu como prazo, mas até o momento, gargalos persistem e demandam novas rodadas de articulação.   

Conforme antecipou esta Coluna em maio, a expectativa de Elmano era fechar a composição ainda neste mês, sem aguardar as convenções, como forma de tentar reduzir especulações e em resposta às articulações da oposição comandada pelo pré-candidato Ciro Gomes (PSDB). 

O ponto que trava o processo ainda é a vaga do PSB na chapa. Cid Gomes é o nome desejado pelo comando para o Senado, mas ele diz ter compromisso com Júnior Mano. A conversa entre as partes já começou. Na última semana, inclusive, o governador esteve em Nova Russas, berço político do deputado, para reforçar a parceria. E eles trocaram afagos em declarações públicas. A solução do impasse depende, portanto, de uma desistência do deputado federal. 

Por que Cid virou fiel da balança? 

Há um motivo que explica o peso de Cid na composição. Ciro Gomes (PSDB), irmão dele, é o pré-candidato da oposição ao governo. Para a base, ter o senador na chapa representa um contraponto à influência do adversário. 

Por isso o governo conduz as tratativas com delicadeza. Camilo Santana (PT) tem dito não haver “veto” a Mano, embora considere Cid o nome "mais forte"; Elmano afirma dialogar com o deputado e coloca a unidade acima do prazo de definição. 

A estratégia política comporta diferentes interpretações sobre a demora das definições. Embora com uma base anunciada anteriormente, a chapa de oposição ainda tem suas indefinições. Os desentendimentos internos no PL, por exemplo, são fator a gerar algumas dúvidas.  

No grupo governista, a tradição desde 2006, quando Cid Gomes foi eleito, é deixar as definições para o último momento. Com um detalhe: a estratégia falhou em 2022 e acabou levando a um rompimento da aliança. Por isso, há quem defenda a antecipação dos entendimentos. 

Há muitas perguntas ainda sobre quando sairá a chapa. Mas a principal ainda é se vai ficar para a última hora, nas convenções.

                                                     Ponto Poder 

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