A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou a manutenção da bandeira tarifária amarela para o mês de julho. Com a decisão, os consumidores brasileiros continuarão pagando um valor adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
A permanência da bandeira amarela representa a continuidade do cenário de custos mais elevados na geração de energia elétrica no País. Entre janeiro e abril deste ano, vigorou a bandeira verde, sem cobrança adicional nas contas de luz. Em maio, no entanto, a Aneel acionou a bandeira amarela, situação que se repetiu em junho e seguirá durante o mês de julho.
Segundo a agência reguladora, a manutenção do custo extra está relacionada às condições menos favoráveis de geração de energia, típicas do período de estiagem.
Com a redução dos níveis dos reservatórios das hidrelétricas, o sistema elétrico nacional precisa recorrer com maior frequência às usinas termelétricas, cuja produção possui custo significativamente mais elevado.
Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias permite aos consumidores acompanhar, mês a mês, as condições de geração de energia no Brasil, conferindo maior transparência à composição da tarifa.
Diante do atual cenário, a Aneel reforça a necessidade do consumo consciente de energia, com medidas para evitar desperdícios e reduzir os impactos no orçamento das famílias.
Confira o significado de cada bandeira tarifária:
🟩 Bandeira Verde – Condições favoráveis de geração. Não há cobrança adicional na conta de energia.
🟨 Bandeira Amarela – Condições menos favoráveis de geração. Acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
🟥 Bandeira Vermelha – Patamar 1 – Geração mais cara. Acréscimo de R$ 4,463 a cada 100 kWh consumidos.
🟥 Bandeira Vermelha – Patamar 2 – Condições ainda mais custosas. Acréscimo de R$ 7,877 a cada 100 kWh consumidos.