BNDES vai financiar bicicletas elétricas para reduzir custo de entregadores

Blog do  Amaury Alencar
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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nessa segunda-feira (22/06) parceria com a TemBici para ampliar o acesso de entregadores de plataformas digitais a bicicletas elétricas com aluguel mais barato. A operação prevê financiamento de R$ 340 milhões, com recursos do Fundo Clima, para a aquisição de 85 mil bicicletas elétricas pela empresa.
Segundo o BNDES, os veículos serão destinados à locação por trabalhadores que atuam em entregas, com redução de 25% no custo em relação ao valor atual. A medida combina política de crédito, mobilidade urbana sustentável e apoio a uma categoria que depende diretamente do deslocamento diário para gerar renda.
Hoje, o aluguel semanal de uma bicicleta elétrica gira em torno de R$ 95, já considerando o subsídio oferecido pelo iFood, que arca com quase metade do valor pago pelos entregadores. Com a nova parceria, a estimativa é que o custo caia para aproximadamente R$ 70 por semana nos primeiros 12 meses, também com apoio da empresa.
O modelo prevê que o subsídio adicional seja maior no primeiro ano de uso, período considerado estratégico para estimular a adesão dos entregadores à bicicleta elétrica. A partir do segundo ano, o benefício será reduzido para 10%, o que levaria o aluguel semanal para cerca de R$ 85,50.
Das 85 mil bicicletas elétricas previstas na operação, 42,5 mil deverão ser adquiridas até o fim de 2027. A outra metade será destinada à reposição da frota até 2031. Atualmente, cerca de 5 mil veículos estão disponíveis para locação por entregadores no País, o que indica uma expansão significativa da escala do serviço nos próximos anos.
O anúncio foi feito no Rio de Janeiro pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, durante cerimônia de comemoração dos 74 anos do banco, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A operação será realizada por meio do Fundo Clima, instrumento voltado ao financiamento de projetos associados à redução de emissões, à transição energética e à sustentabilidade.
Do ponto de vista econômico, a medida pode ter impacto direto sobre a renda líquida dos entregadores. Em uma atividade marcada por custos de deslocamento, manutenção e alta exposição à variação de preços, a redução do aluguel semanal representa alívio no orçamento de trabalhadores que dependem da bicicleta como ferramenta de trabalho.
A TemBici já atua em capitais como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Brasília, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre. A empresa também opera serviços de bicicletas compartilhadas em Santiago, no Chile, Buenos Aires, na Argentina, e Bogotá, na Colômbia. Com o financiamento de R$ 340 milhões, o BNDES aposta em uma política que busca reduzir custos para trabalhadores de plataforma e, ao mesmo tempo, estimular a eletrificação de modais leves no transporte urbano.

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