Beberibe está entre os cinco maiores produtores de ovos do Brasil

Blog do  Amaury Alencar
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O ovo de galinha tem uma variedade de uso quer seja frito, cozido, cru, em omelete, nos bolos, pudins e musses. Enfim, é ingrediente importante na feitura de uma variedade de menus. O cálculo é de que cada brasileiro consome, em média, 288 ovos ao ano. Está entre os dez maiores consumidores per capita do mundo.

Ele é importante na rede de segurança alimentar e na saúde da população. Saúde sim, que o diga a turma fitness, que inclui o ovo como grande aliado da dieta. Por ser rico em proteína de alto valor biológico e aminoácidos essenciais, ajuda na construção de massa muscular e promove saciedade. O consumo antes do treino pode ajudar na cota calórica e proteica dentro do plano alimentar individual.
O cearense é bom consumidor de ovos. O Estado alcançou cerca de 293,4 milhões de dúzias recentemente, demonstrando ritmo de crescimento superior à média nacional nos últimos anos. Além disso, passou a ser autossuficiente e um dos grandes polos avícolas do país, mantendo-se como o maior produtor do Nordeste e figurando entre os 10 maiores do Brasil. E um detalhe: o Município de Beberibe, na região leste cearense, está entre os cinco maiores produtores de ovos do país.

A avicultura, segundo o secretário de Agricultura e Pesca de Beberibe, Alexandre Belém, no segmento de produção de ovos, constitui atualmente o maior destaque econômico dentro do agronegócio municipal e possui um plantel superior a 3,9 milhões de galinhas. No ano de 2024, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município se consolidou como o maior produtor de ovos do Estado, alcançando produção anual de 85.598.467 dúzias.

Essa capacidade produtiva gera receita anual de R$ 523.862.618,04, posicionando Beberibe como protagonista estadual no setor, sendo responsável por, aproximadamente, 29,2% de toda a produção do Ceará. O desempenho, de acordo com Alexandre Belém, é sustentado pela presença de granjas produtoras vinculadas a grandes grupos empresariais, como a Atlântica Agroindustrial, do grupo SL, que também detém a marca Granja Regina e Tijuca Alimentos, que exercem papel fundamental na consolidação da atividade, promovendo investimentos, modernização produtiva, geração de empregos e fortalecimento da economia local. Ele explica que os grandes grupos empresariais solicitam, ao município, apoio na infraestrutura.
No Ceará, a atividade avícola é concentrada principalmente na Região Metropolitana de Fortaleza, com destaque para Beberibe, Cascavel e Eusébio, além de municípios do interior, como Quixadá e Ubajara.

Bebê de seis meses já pode comer ovo
A nutricionista infantil Giovanna Monteiro esclarece que, atualmente, recomenda-se a introdução do ovo na alimentação do bebê a partir dos 6 meses de idade, dentro do contexto da introdução alimentar e desde que a criança já apresente os sinais de prontidão. Por ser um alimento potencialmente alergênico, a orientação atual é oferecer o ovo inteiro, bem cozido, de forma gradual e segura.
Existem quatro formas de preparar o ovo para o bebê durante a introdução alimentar: cozido, mexido, omelete e pochet. A tia Gio, como é carinhosamente chamada, diz que a introdução deve ocorrer com pequenas quantidades e com a observação de possíveis reações. Na ausência de intercorrências, o ovo pode passar a fazer parte da rotina alimentar da criança, contribuindo para uma alimentação mais nutritiva e variada.

“Além de ser uma excelente fonte de proteínas de alto valor biológico, o ovo é rico em vitaminas A, D, E e do complexo B, além de minerais importantes e colina, nutriente fundamental para o desenvolvimento cerebral e cognitivo do bebê”, frisa a nutricionista.

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