
O deputado federal Júnior Mano (PSB) chamou atenção nos bastidores políticos e eleitorais no Ceará após um episódio que gerou questionamentos na agenda da Câmara. Designado para assumir a presidência da comissão encarregada de analisar a Medida Provisória relacionada ao piso salarial do magistério, o parlamentar recusou a missão alegando que estaria se afastando do mandato.
No entanto, cerca de dez dias depois, Júnior Mano apareceu entre os deputados federais que participaram da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1, estabelecendo o modelo de jornada 5×2 — cinco dias de trabalho por semana e dois dias de descanso.
A presença de Júnior Mano na votação despertou curiosidade nos meios políticos, principalmente porque sua justificativa para não assumir a presidência da comissão havia sido justamente o afastamento das atividades parlamentares.
Júnior Mano é citado como pré-candidato ao Senado, tem participado de reunião com prefeitos, mas sumiu dos holofotes, dando sinais de que a disputa ao Senado não o atrai, nem é prioridade. Ele foi lançado pré-candidato pelo senador Cid Gomes, que continua sendo o nome preferido no PSB para compor a chapa liderada pelo PT.
A ‘discrição’ adotada por Júnior Mano, ao evitar entrevistas e holofotes, é interpretada como uma mudança de postura após terem sido abertas investigações relacionadas a supostas irregularidades envolvendo emendas parlamentares. Ele nega qualquer envolvimento com irregularidades
Ceará Agora