Mulheres ampliam participação na geração de empregos formais no primeiro bimestre

Blog do  Amaury Alencar
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O mercado de trabalho formal brasileiro manteve ritmo de crescimento no primeiro bimestre de 2026, com forte presença da população de baixa renda, especialmente das mulheres, na ocupação das novas vagas.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que o país registrou saldo positivo de 370.339 empregos com carteira assinada em janeiro e fevereiro. Desse total, 300.728 postos, o equivalente a 81,2%, foram preenchidos por pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), principal base de dados das famílias em situação de vulnerabilidade social.

Entre esse público, as mulheres tiveram participação de destaque: responderam por 50,2% das vagas ocupadas, superando os homens. No consolidado geral do Caged, a presença feminina foi menor, representando 47,2% do saldo.

O cruzamento das informações foi realizado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), que aponta uma tendência consistente nos últimos anos de maior inclusão produtiva da população de baixa renda.

Além do recorte de gênero, o perfil dos trabalhadores do CadÚnico que ingressaram no mercado formal é majoritariamente composto por pessoas jovens, de cor parda e com ensino médio completo. Esse grupo respondeu por 68,3% das vagas ocupadas dentro do Cadastro.

Os jovens entre 18 e 24 anos também se destacam: foram responsáveis por 125,7 mil das novas vagas preenchidas por inscritos no CadÚnico, o que representa 41,8% desse público.

Entre os beneficiários do Bolsa Família, o saldo de empregos foi de 207,9 mil vagas — 56,1% do total nacional e 69,1% dentro do universo do CadÚnico.

Regionalmente, cinco estados concentraram a maior parte da geração de empregos no período: São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais. Juntos, responderam por 71,6% do saldo nacional. No recorte do CadÚnico, esses estados concentraram 58,4% das vagas, com destaque para São Paulo.

O setor de serviços liderou a geração de empregos entre o público de baixa renda, com 156,5 mil vagas, seguido pela indústria, construção civil, comércio e agropecuária. (Agência Gov)

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