
O senador Camilo Santana (PT) fez duras críticas, nesta quarta-feira, às revelações envolvendo o financiamento milionário do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e associou o episódio ao grupo político ligado ao bolsonarismo.
Ao comentar as denúncias sobre supostos repasses de R$ 134 milhões para a produção cinematográfica Dark Horse, Camilo questionou o valor destinado ao projeto e comparou os custos do filme com produções brasileiras premiadas internacionalmente.
“Tem gente que pensa que o povo brasileiro não é inteligente. Vocês estão acompanhando essa questão do Banco Master? Gente, R$ 134 milhões por um filme”, afirmou Camilo ao dizer que, após agenda em Brasília, voltou ao Ceará para acompanhar novas obras.
O senador citou, ainda, como exemplo os investimentos realizados em produções nacionais de destaque, filmes que ganharam destaque internacional.
“O Agente Secreto, que concorreu ao Oscar, custou aproximadamente R$ 28 milhões. O Ainda Estou Aqui, que ganhou o Oscar, custou cerca de R$ 45 milhões. Vamos fazer essa reflexão”, declarou.
Camilo Santana também ironizou o episódio ao usar a expressão “BolsoMaster” para se referir ao grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao caso envolvendo o Banco Master.
“Essa é a turma do Bolso Master. Esse é o retrato daqueles que afundaram o país, que negaram a vacina, que negaram a ciência, que desmontaram a educação nesse país e querem voltar”, afirmou o senador.
Durante a declaração, Camilo destacou ainda a agenda administrativa cumprida no Ceará e reforçou o discurso de foco em obras e investimentos para o Estado.
Segundo ele, após compromissos em Brasília, a agenda no Ceará inclui visitas técnicas e ordens de serviço para novas obras de infraestrutura.
“Estou trabalhando, porque essa é a turma do respeito. Essa é a turma da entrega. Essa é a turma que trabalha pelo Brasil e pelo Ceará”, disse.