Moradores da comunidade de Caraíbas, na localidade do distrito de Canindezinho, em Várzea Alegre, retomaram neste domingo, 19, os trabalhos de retirada de vegetação aquática do açude Caraíbas, um dia após a conclusão de um mutirão de limpeza realizado no sábado, 18.
Logo nas primeiras horas da manhã, novas ilhas de plantas voltaram a ocupar grande parte da área próxima ao sangradouro, o que levou homens e mulheres da comunidade a se reunirem novamente para o serviço, que se estendeu ao longo de todo o dia.
O açude, que sangrou recentemente após aumento do volume de água, tem registrado acúmulo de vegetação na superfície, especialmente nas proximidades do vertedouro. O problema tem mobilizado moradores desde o dia 5 de abril, quando começaram as primeiras ações comunitárias de limpeza.
Na semana anterior, máquinas da prefeitura auxiliaram na retirada das plantas, em uma tentativa de conter o avanço da vegetação. Apesar disso, a rápida recomposição das ilhas vegetais tem exigido esforços contínuos da população local.
Construído em 1981, o açude Caraíbas, com capacidade de 6 milhões e metros cúbicos, não é utilizado para consumo humano, sendo destinado principalmente à dessedentação animal e, em menor escala, à irrigação. Em 1993, o reservatório passou por uma ampliação em sua parede.
O primeiro registro de sangria ocorreu em 1985. As águas excedentes escoam pelo Riacho do Machado, podendo alcançar o Rio Salgado, dependendo do volume.
A continuidade do surgimento da vegetação levanta preocupações entre os moradores, que seguem organizando novos mutirões enquanto aguardam possíveis medidas estruturais para reduzir o problema.
