O principal destaque do empreendimento é a entrega de um monumento de 38 metros de altura, a mesma do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, somando a escultura e a sua base. O espaço conta ainda com capela e um memorial, ocupando uma área de aproximadamente 50 mil metros quadrados.
O ambiente também possui um templo para missas campais, esplanada central, trilha pavimentada de aproximadamente 600 metros, nomeada “Caminhos do Martírio”, além de uma ampla área de estacionamento para motos, carros e ônibus.
De acordo com a Superintendência de Obras Públicas do Ceará (SOP), foram investidos R$ 17 milhões no santuário, que tem nasceu da expectativa de ampliar o desenvolvimento econômico do Sul do Ceará e atrair novos visitantes.
A expectativa é que o evento reúna cerca de 50 mil fiéis, além de autoridades, como o próprio governador Elmano de Freitas (PT). Para esse grande momento, foi designada uma grande estrutura, com mais de 100 voluntários atuando, além de uma equipe de saúde preparada para garantir mais segurança ao público.
Quem foi Benigna?
Aclamada como “heroína da castidade” em sua terra natal, Benigna foi morta a golpes de faca no dia 24 de outubro de 1941, aos 13 anos de idade, após resistir a uma tentativa de violência sexual, por Raimundo Alves Ribeiro, conhecido como Raul, que a assediava.
A brutalidade do crime chamou atenção e, rapidamente, o local onde foi morta começou a ser cultuado. Sua história passou a ser lembrada como um martírio e, 70 anos depois, abriu-se o processo de beatificação pela Diocese de Crato.
Após o pedido ser aceito, em 2013, dois anos após a abertura, Benigna foi aclamada “Serva de Deus”, etapa onde suas virtudes humanas e espirituais passam a ser investigadas. Após aceita, é proclamada “Venerável”. Finalmente, em 24 de outubro de 2022, ela foi beatificada, em cerimônia realizada no Crato, se tornando a primeira cearense com esse reconhecimento da Igreja Católica.
