Em posse como ministro, Guimarães afaga Congresso e cobra apoio de Motta e Alcolumbre

Blog do  Amaury Alencar
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O deputado federal José Guimarães (PT-CE) assumiu oficialmente nessa terça-feira (14) o comando da Secretaria de Relações Institucionais, durante cerimônia em Brasília. A pasta é responsável pela articulação política do governo federal. O parlamentar cearense foi convidado para o posto pelo presidente Lula (PT), tendo de abrir mão de concorrer nas eleições deste ano.

Na posse, Guimarães adotou discurso conciliador, defendeu a democracia e o diálogo com o Congresso Nacional, cobrando apoio dos presidentes da Câmara Federal, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Os dois presidentes estavam presentes na cerimônia e ambos fizeram elogios a Guimarães. Deputado de quinto mandato, o petista era o líder do governo na Câmara.

“Quero ser soldado desse projeto daqui para frente, esse projeto que não pode ser derrotado. Davi Alcolumbre e Hugo Motta, vocês podem nos ajudar muito a construir as bases para nós derrotarmos a ultradireita e o fascismo e construirmos cada vez mais a democracia no Brasil”, falou Guimarães.

A Secretaria de Relações Institucionais (SRI) cuida sobretudo do relacionamento do Palácio do Planalto com a Câmara e o Senado, mas também com partidos políticos, estados, Distrito Federal, municípios e sociedade civil.

“Quero ajudar, nesse pouco tempo aqui na Secretaria de Relações Institucionais, a consolidar a ideia de que no próximo período Vossa Excelência vai ganhar a eleição e será esse o governo da soberania, da democracia, da indústria. É disso que nós precisamos”, falou Guimarães a Lula. E seguiu: “Não tem governo que dê certo sem diálogo com o Congresso Nacional, porque o Congresso faz parte da construção da democracia no Brasil e eu quero ser instrumento dessa construção política”.

Na SRI, Guimarães substitui Gleisi Hoffmann (PT), que se desincompatibilizou para poder disputar uma vaga no Senado pelo estado do Paraná. Na liderança do governo na Câmara, assume o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS).

Entre os principais desafios de Guimarães nesses cerca de nove meses como ministro das Relações Institucionais, estão o avanço de pautas de interesse do governo Lula no Congresso Nacional como o projeto para o fim da escala de trabalho 6×1 e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. Outra pauta é a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ser ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

“VIRADA DE CHAVE” SOBRE POLÍTICA DO CEARÁ

A entrada de Guimarães no Governo Lula representou um recuo do cearense na sua pré-campanha ao Senado. Devido às regras de desincompatibilização, o deputado e agora ministro fica impedido de concorrer a um cargo eletivo em 2026. 

Ainda na posse, o petista comentou que foi questionado sobre essa decisão. “Muita gente me perguntou: ‘Como está sua cabeça?’. Eu quero dizer que tô de boa. Virei a chave. Não vou disputar eleição e vou servir ao Brasil”. Guimarães também falou que “foi muito difícil para o pessoal do Ceará aceitar isso”, citou que conversou com o governador Elmano de Freitas (PT) sobre o assunto e que “só recebi elogios pela minha decisão”.

Além de contar com as presenças do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), de ministros, dos presidentes da Câmara e do Senado, a posse de Guimarães reuniu parlamentares, lideranças políticas e levou à Brasília uma comitiva cearense que incluiu o governador Elmano de Freitas (PT); os senadores Camilo Santana (PT) e Cid Gomes (PSB); o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, Romeu Aldigueri (PSB); deputados federais e estaduais, entre outros.

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