Bar Caldeira do Inferno, em Brejo Santo, anuncia fim das atividades após 66 anos

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O bar Caldeira do Inferno foi fundado em 16 de junho de 1960, na Praça Dionísio Rocha de Lucena, em Brejo Santo | Foto: David Lima

O bar Caldeira do Inferno foi fundado em 16 de junho de 1960, na Praça Dionísio Rocha de Lucena, em Brejo Santo | Foto: David Lima


Prestes a completar 66 anos de história, o Bar Caldeira do Inferno, inaugurado inicialmente como uma mercearia em 16 de junho de 1960, anunciou o término das atividades no município de Brejo Santo. A informação foi compartilhada nesta sexta-feira, 10, no perfil oficial do estabelecimento.

“Encerramos as atividades com o coração cheio de gratidão. Obrigado a cada amigo que dividiu um brinde, uma história e uma vida conosco no balcão mais tradicional da cidade. A Caldeira não se apaga; ela se torna memória eterna!”, declarou a publicação.

A 447,49 quilômetros de Fortaleza, a história do estabelecimento se conecta ao proprietário, Francisco Gomes Feijó, apelidado de Chico de Sinésio. O espaço, localizado na Praça Dionísio Rocha de Lucena, foi fundado na mesma estrutura em que a barbearia do pai, Sinésio Gomes, funcionava.

O nome do bar, antes a mercearia “Ponto Chique”, recebeu a alcunha mais popularizada em 1970, graças aos clientes. A ideia vem do sentido que a palavra “caldeira” pode expressar, de um espaço fervente, cheio de pessoas.

Bar Caldeira do Inferno: clientes lamentam o fim do local

Em 2023, a Prefeitura de Brejo Santo incorporou o Bar Caldeira do Inferno, o mais antigo da cidade, ao projeto Pontos de Memória. A iniciativa é descrita como uma “ação de educação patrimonial voltada para a identificação e mapeamento de lugares de memória no município”.

“Os amigos de perto e de longe se encontram para beber a tão famosa cerveja gelada, servida por ‘Seu Chico’, ao som de belíssimas canções selecionadas do invejável repertório artístico da Caldeira”, descreve o portfólio instrumental do projeto sobre o espaço.

A Chico de Sinésio também é atribuída, na última publicação do estabelecimento, uma “dedicação incansável”, que impulsionou seu cuidado por cada registro nas paredes.

Os comentários dos clientes, que já somaram mais de 200 registros no perfil, lamentam o fim do local e relembram os momentos vividos — “Conheci a Caldeira nos anos 90, e sempre voltei a frequentar quando estava na região”, afirma um dos internautas.

Outros relatam as esperanças de que a prefeitura inicie um processo para tombamento de patrimônio histórico do bar, considerado “um museu vivo” de Brejo Santo.


Chico de Sinésio, proprietário do Bar Caldeira do Inferno. O local anunciou fim das atividades nesta sexta-feira, 10

Chico de Sinésio, proprietário do Bar Caldeira do Inferno. O local anunciou fim das atividades nesta sexta-feira, 10 / Crédito: FÁBIO LIMA/O POVO


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