“Não podemos esquecer de quem estava naquele momento dos 4%”, diz deputado do MDB-CE

Blog do  Amaury Alencar
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Vice-presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), o governista Danniel Oliveira (MDB) argumenta que seu partido merece posições de destaque no tabuleiro político que busca reeleger o governador Elmano de Freitas (PT) porque a legenda, aponta, foi “fiel” desde que as articulações para chegada do petista ao Palácio da Abolição, via Eleições 2022, começaram a ser postas na mesa.


“Nós só não podemos esquecer de quem estava naquele momento dos 4% e de quem começou tudo isso. Fomos leais desde o primeiro momento. A eleição passada só tinha dois partidos, PT e MDB, nenhum outro. E nós, ou seja, começamos lá com o Elmano com 4, 5%”. 

A fala do deputado estadual refere-se à disputa entre PT, MDB, PSB e Republicanos pela vaga ao Senado, que este ano terá duas renovações. Os nomes levantados até o momento são os do deputado federal José Guimarães, do ex-senador Eunício Oliveira, do deputado estadual Júnior Mano e do ex-suplente do ex-senador Tasso Jereissati (PSDB), Chiquinho Feitosa, respectivamente.

O do chefe da Casa Civil, Chagas Vieira, corre por fora do cenário, mas se mistura aos demais já postos. “Embora muitos, mas com respeito a todos, são todos grandes nomes que se colocam à disposição, acho que a nossa vaga, do MDB, é uma vaga mais clara”. 

O parlamentar põe na conta das costuras de poder hoje em exercício e da influência partidária a posição de Vice-Governadoria, de Jade Romero (MDB). O posto, entretanto, é alvo de disputas por aliados de Elmano, como Domingos Filho, presidente estadual do PSD.

O dirigente conseguiu emplacar, na composição de alianças com o PT, em 2024, sua filha Gabriella Aguiar como vice-prefeita de Fortaleza da gestão Evandro Leitão (PT). “A gente vai manter a posição que estará em disputa: Vice, Senado, fora as proporcionais”. As proporcionais referem-se a deputados estaduais e federais. As demais se dão pelas chamadas majoritárias.

Na leitura do vice-presidente da Alece, o mosaico que põe o PT como partido que comanda o Governo do Estado aponta para que outros partidos do arco sejam contemplados com vagas importantes, a exemplo da do Senado. “Se o MDB tem o seu lugar, se o PSB tem o seu lugar, se o PT tem o seu lugar, qualquer outro aliado tem o direito, claro, de colocar nomes à disposição para que seja discutido”.

Danniel Oliveira cita o evento realizado no último fim de semana, agenda cujos holofotes miraram em Eunício como candidato, e argumenta que a presença das lideranças políticas reiterou o nome do presidente estadual do partido como nome na corrida pelo Senado.

“A gente conseguiu nesse evento juntar todas essas lideranças como, claramente, um grande reflexo do que está por vir, daquilo que representa essa lealdade, esse compromisso. Nós nunca, em nenhum momento, ‘botamos pé em pescoço’. Sempre fomos aqui aliados ao governador Elmano, ao ministro Camilo [Santana], e esse é o nosso projeto”.

A reunião das autoridades ocorrida em Fortaleza teve a presença de Camilo Santana (PT) e de Elmano de Freitas, que, sutilmente, negou aceno formal ao nome de Eunício, afirmando que as posições das majoritárias a irem às urnas serão referendadas no mínimo em junho.

“É natural que essa vaga esteja […] não vou dizer garantida, mas assegurada na chapa majoritária”. Entre os nomes, um dos que tem movimentado as especulações em torno das posições a serem ocupadas é o de Júnior Mano, cuja defesa para a vaga é realizada pelo senador Cid Gomes. O deputado estadual enxerga uma eventual continuidade de Cid no Senado uma demanda forte dentro do PSB, “por tudo que ele já fez e representa para o Estado do Ceará”.

“Mas, por parte dele, parece muito claro que a sua decisão é pelo Júnior Mano […] Provavelmente o candidato [do PSB] será o Júnior Mano, e nós vamos abraçar o candidato que o PSB definir, assim como eles vão, pelo que a gente tem de conversas, abraçar quem o MDB decidir”.

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