O deputado estadual Agenor Neto (MDB) enfrenta forte resistência entre integrantes da Federação PT-PV-PCdoB na busca de um novo abrigo partidário. As informações que circulam nos corredores da Assembleia Legislativa revelam dificuldades para o desembarque de Agenor na federação liderada pelo PT.
A rejeição não está centrada apenas no impacto eleitoral — já que Agenor tem votação consolidada, com 68.289 votos na eleição de 2022, o que pode reduzir espaço para atuais parlamentares do PT na disputa pela reeleição.
O principal entrave, de acordo com informações de bastidores, está no estilo político considerado “trator” do deputado. A avaliação é de que a chegada de Agenor poderia desestabilizar grupos internos e gerar conflitos políticos, especialmente em regiões onde o PT já possui bases organizadas.
O histórico recente reforça a cautela. Em 2024, Agenor conseguiu, nos últimos momentos do prazo de filiação, levar o filho Ilo Neto para o PT, movimento que provocou rachas no partido em Iguatu. Ilo disputou a prefeitura, mas foi derrotado pelo tucano Roberto Filho.
A entrada de Ilo no PT implodiu o grupo local da sigla, aprofundando divisões entre petistas e aliados de Agenor — que historicamente estiveram em lados opostos na política do município.
Mesmo diante da resistência, Agenor Neto segue tentando ficar ainda mais perto do Palácio da Abolição, buscando viabilizar sua entrada na federação.
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