Danilo diz que conversa com Republicanos, PL e PSD e sinaliza que PP não é preferência por ora

Blog do  Amaury Alencar
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De saída do União Brasil (UB), o deputado federal Danilo Forte está entre cinco partidos para escolher seu destino político nas Eleições 2026. Ao O Estado CE, o parlamentar disse no início da tarde deste sábado (14) que conversa com Republicanos, PSD e PL, por exemplo, e que está reticente de ir para o PP, pois “gato escaldado tem medo de água fria”.

O PP está na iminência de compor federação com UB, no aguardo da anuência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Danilo diz ter se “decepcionado muito com o União” Brasil, presidido no Ceará por Capitão Wagner, que vem afirmando trabalhar para convencer o correligionário a permanecer “pelo menos no PP”.

Danilo disse também que “não tem pressa” e que decisão deve ser tomada bem próximo ao dia 3 do próximo mês ou mesmo na data, quando se encerra a janela partidária, período que põe fim ao prazo da Justiça Eleitoral (JE) para que deputados troquem de sigla sem perder o mandato.

Senado e Câmara
No centro do embate está a indicação partidária para o Tribunal de Contas da União (TCU), cujo nome é uma prerrogativa da Câmara dos Deputados. Os prazos, aponta Danilo, correm a seu favor para que escolha “com calma” seu partido destinatário.

Danilo afirma que, como o edital que consolida as indicações ao TCU não será formalizado nos próximos dias, vai seguir nos diálogos para a definição, a qual, argumenta, “tem que ter compromisso tanto com o Ceará quanto com Brasília”. “Só tem mais a próxima semana de sessão neste mês na Câmara. Voltarão após a janela partidária”.

O vínculo do PSD na base do governo Elmano de Freitas (PT) seria um fator impeditivo, sinaliza Danilo ao ponderar os pesos e as medidas de sua balança, mas as chances da sigla desestabilizar laços com governistas não estão descartadas nos bastidores, apurou na última semana a reportagem durante encontro que reuniu Wagner e Roberto Cláudio (UB) e Ciro Gomes e José Sarto, presidentes estadual e municipal do PSDB, respectivamente, e em contatos com lideranças políticas locais.

O grupo de antigos aliados do ministro Camilo Santana (PT) que estão atualmente no PSDB é oposição e tenta se fortalecer para o pleito com a influência do PL, que acumula recursos públicos, de vinculação eleitoral, e tempo de TV.

Uma eventual ida de Danilo Forte para o partido, na condição de deputado federal à reeleição, acomodaria interesses dos dois lados. Danilo argumenta, sem dizer o nome das legendas, que recebeu convite para a disputa ao Senado.

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