
Uma frase curta, mas de forte impacto político, foi suficiente para o ministro da Educação, Camilo Santana, deixar um recado claro sobre o seu futuro eleitoral. Em declaração publicada pelo jornal Folha de São Paulo, Camilo afirmou que não se furtará a cumprir eventual missão partidária no Ceará.
“Se eu for convocado para uma missão no meu Estado, não é uma escolha pessoal, é pelo projeto”, declarou o ministro, sinalizando que uma candidatura ao Governo do Estado dependerá da decisão do presidente Lula e das circunstâncias políticas.
Nos bastidores, a movimentação é concreta. Camilo já está com as gavetas esvaziadas no Ministério da Educação e deve deixar o cargo no fim de março, quando se desincompatibiliza para ficar à disposição do PT — tanto no cenário nacional quanto estadual.
Em janeiro, ao ser questionado sobre a sucessão estadual, Camilo chegou a afirmar que o PT tinha nome e sobrenome para a disputa: o governador Elmano de Freitas. A nova declaração, porém, reabre o debate político.
Com alta popularidade no Ceará e posição estratégica na equipe ministerial de Lula, Camilo reforça que, se houver convocação partidária, não se trata de decisão individual, mas de compromisso com o projeto político. A sinalização coloca novamente seu nome no centro das articulações rumo ao Palácio da Abolição.