
O anúncio do encerramento das atividades da agência do Bradesco em Viçosa do Ceará tem gerado preocupação e mobilização na cidade. Diante da decisão do banco, o Sindicato dos Bancários do Ceará convocou a população do município e das cidades vizinhas para participar de uma audiência pública que será realizada no dia 26 de fevereiro (quinta-feira), às 9h, no plenário da Câmara Municipal de Viçosa do Ceará.
Segundo a nota divulgada à imprensa, o Bradesco informou que a agência será fechada no próximo dia 20 de março. A unidade possui forte valor histórico para o município: foi inaugurada em 4 de outubro de 1969, ainda como Banco do Estado do Ceará. Após a privatização, passou a operar como Bradesco a partir de janeiro de 2006.
PAPEL ECONÔMICO
Além da importância histórica, a agência desempenha papel fundamental na economia local. O fechamento deve impactar diretamente o comércio da região central, onde há intensa movimentação de clientes. Sem a unidade, moradores precisarão se deslocar para outros municípios para resolver questões bancárias, incluindo aposentados que dependem do atendimento presencial para receber benefícios.
Somente em 2025, o Bradesco já fechou mais de 60 agências no Ceará, segundo o sindicato. A entidade reforça que a retirada do atendimento humano em cidades do interior representa um prejuízo social e econômico, especialmente considerando que se trata de uma instituição financeira com lucros bilionários.
PROTESTO DE MORADORES
O comerciante Paulo José, cidadão de Viçosa do Ceará, lamentou a medida:
“O movimento aqui na rua sempre foi muito ligado ao banco. As pessoas vinham resolver coisas e aproveitavam para comprar no comércio. Se fechar, vai prejudicar todo mundo.”
Já o senhor Lúcio Zacarias relata a dificuldade que muitos idosos enfrentarão:
“Nem todo mundo sabe mexer com aplicativo. A gente precisa do atendimento no balcão. Ter que viajar para outra cidade vai ser complicado, principalmente para quem depende de transporte.”
O Sindicato dos Bancários defende que a mobilização popular será essencial para tentar reverter a decisão e pressionar o banco a reavaliar o encerramento das atividades na cidade.
Com informações da Ibiapaba Carlos Aragão