Iguatu - Voluntários mobilizam redes sociais para cuidar de animais abandonados

Blog do  Amaury Alencar
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Sensibilizados com o agravante dos animais abandonados nas ruas, voluntários que se dedicam aos cuidados desses bichos criaram grupos no aplicativo WhatsApp e no Instagram com a finalidade de mobilizar cuidados com animais, principalmente cães e gatos abandonados nas ruas.

Gislany Lima, Josefa, Vania, Mariazinha, Josy Leandro, ambos de Iguatu, e Gil, do distrito de São Pedro, Jucás, cuidam do perfil @alimentando_vidas6 no Instagram. Os seis voluntários estão no grupo. Os canais digitais são usados para a divulgação das ações em prol dos animais abandonados e a busca por novos voluntários para fortalecer a rede solidária. Somente esses seis voluntários cuidam de aproximadamente 300 animais, cães e gatos em suas casas e nas ruas de Iguatu.

Gislany Lima é uma das guerreiras que dedica tempo e dinheiro aos cuidados com cães e gatos. A voluntária se reveza entre o trabalho como motorista de aplicativo, ajuda o esposo Almir no bar Sabor de Mel, estabelecimento que já funciona há 25 anos na Rua Deocleciano Bezerra, esquina com a Eduardo Lavor, e o trabalho socio-animal: distribuição de ração, troca da água, a garimpagem de tutores para adotar e o leva e traz dos bichos para cuidados veterinários, principalmente castração.

 

O trabalho de Gislany, o esposo Almir e os outros voluntários é puramente um gesto de amor e solidariedade aos animais. No Sabor de Mel estão os gatos que recebem carinho e atenção diariamente. Gislany e Almir cuidam de outros bichos em casa, no bairro Cajueiro onde residem. Mas os maiores desafios, afirma ela, é o trabalho com os animais abandonados nas ruas. Somente no quarteirão do Mercado Público são cerca de 50 gatos e cães que dependem dos voluntários para comer. No final da tarde desta sexta-feira, 20, enquanto Gislany cumpria a rotina de colocar a comida do jantar dos bichos que moram no entorno do Mercado Público se deparou com três filhotes de gato, provavelmente de uma mesma ninhada que foram deixados no local. A voluntária relatou que isso é rotina e se repete com muita frequência, quando pessoas descartam os animais nas ruas, principalmente em locais onde são existem outros bichos.

Desafios

Diariamente os voluntários enfrentam grandes desafios para cuidar dos animais abandonados nas ruas. Talvez o maior de todos é enfrentar a resistência de terceiros que se posicionam contra. Pessoas que vandalizam os locais onde os animais são atendidos, quebrando ou sumindo com os vasilhames de água, derramando ração ou agredindo os bichos. Os voluntários denunciam que as agressões são diversas. São espancamentos, água quente jogada sobre eles, pauladas, esfaqueamento e outros crimes. Os voluntários afirmam que não conseguem identificar os agressores porque eles agem em horários ermos quando os animais estão sozinhos, geralmente à noite ou nos finais de semana quando não há movimento de pessoas circulando pelos locais.

Gislany citou as ações da Secretaria de Proteção Animal que disponibiliza castração para os animais e outros atendimentos de saúde, mas lembra que enquanto não for desenvolvida uma política pública local, objetivando o controle de natalidade nas ruas e a disponibilidade de um local (abrigo) para recolher os animais das ruas e cuidá-los para futuras adoções, o problema dos animais de rua só tende a aumentar.

Serviço

Instagram: @alimentando_vidas6 e @gislany.lima.75

Facebook: gislany lima  



                                                   Jornal a Praça 

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