Augusta Brito defende CPI sobre Banco Master e critica uso político

Blog do  Amaury Alencar
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A senadora Augusta Brito (PT), líder do partido no Senado, afirmou que a bancada petista apoia a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master. A proposta foi apresentada pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE).

Em entrevista à BandNews, a parlamentar disse que os senadores do partido decidiram assinar o pedido por entender que o caso precisa ser investigado.

“Nós temos uma proposta feita pelo nosso senador Rogério Carvalho, em que toda a bancada decidiu assinar esse pedido de CPI. Somos a favor de que se investigue com responsabilidade, que se apurem os fatos que aconteceram e que se faça justiça como ela tem que ser feita”, afirmou.

A movimentação ocorre em meio a diferentes iniciativas no Congresso sobre o tema. Mais de 15 requerimentos já foram apresentados. Deputados e senadores se articularam e já reuniram assinaturas suficientes para a criação de três CPIs para investigar o Banco Master: uma mista, com parlamentares das duas Casas; outra no Senado; e uma terceira na Câmara.

A instalação, porém, ainda depende dos presidentes das Casas, Davi Alcolumbre (União-AP) no Senado e Hugo Motta (Republicanos-PB) na Câmara.

As propostas pretendem apurar possíveis irregularidades envolvendo o banco e empresas ligadas ao grupo. O caso ganhou repercussão após o Banco Central do Brasil decretar a liquidação extrajudicial da instituição por problemas financeiros e indícios de irregularidades.

Investigações conduzidas pela Polícia Federal indicam prejuízos que podem ultrapassar R$ 12 bilhões, com suspeitas de fraudes como emissão de títulos sem lastro, manipulação contábil e operações usadas para simular patrimônio.

Apesar de defender a investigação, Augusta afirmou que uma CPI não pode ser transformada em instrumento de disputa política.

“O que nós do PT não somos a favor é que se use isso como palanque ou palco para iludir ou vender um populismo de falsidades e mentiras em questões políticas”, declarou.

Para a senadora, a comissão deve cumprir o papel de esclarecer os fatos e apontar responsabilidades. “Uma CPI é muito séria. Ela é criada para ser verdadeiramente um instrumento de investigação, para que possamos descobrir quem realmente deve ser responsabilizado ou encaminhado ao Judiciário”, disse.

Augusta Brito acrescentou que a apuração precisa ocorrer com cautela. “Tem que fazer com muita responsabilidade”, completou.

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