Foto: Reprodução/Prefeitura
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Campos Sales, Antônio Agostinho, concedeu entrevista exclusiva ao Blog do Amaury Alencar, na qual fez um alerta sobre a situação crítica enfrentada pelo município em relação à falta de água para o abastecimento humano e animal, especialmente na zona rural. Segundo ele, a crise também já afeta a população da sede urbana, refletindo um problema que se arrasta há alguns anos.
De acordo com Antônio Agostinho, o cenário é extremamente preocupante, sobretudo devido ao nível do Açude Poço de Pedras, principal reservatório que abastece a cidade, que atualmente opera com cerca de apenas 2% de sua capacidade hídrica. A escassez prolongada tem comprometido o fornecimento regular de água e gerado insegurança para moradores e produtores rurais do município.
Nas comunidades rurais, a situação é ainda mais grave. Muitos agricultores e produtores têm sido obrigados a comprar água para suprir as necessidades básicas do dia a dia e para manter suas atividades produtivas, já que a maioria dos reservatórios da zona rural está seca ou praticamente seca. O presidente do Sindicato destacou que, embora a Prefeitura tenha perfurado alguns poços profundos em determinadas localidades, essas ações ainda são insuficientes para atender à demanda dos agricultores e agricultoras familiares.
Segundo Antônio Agostinho, mais de 50% dos agricultores do município já foram diretamente atingidos pela falta de água e de pastagem para os animais. Entre as localidades mais preocupantes estão Monte Castelo, Barão de Aquiraz, Quixariú, entre outras regiões. Ele defende como medida emergencial a perfuração de novos poços profundos e afirmou que o Sindicato tem dialogado com entidades representativas, como a Fetraece, em busca de soluções. A expectativa também recai sobre uma boa quadra invernosa, que possa garantir o abastecimento dos reservatórios e uma safra satisfatória, ressaltando a importância de manter o município em alerta e de planejar políticas públicas preventivas, sem a necessidade, por ora, da decretação de estado de emergência.
