Novo mecanismo do Banco Central reforça a proteção contra golpes no Pix; medida torna-se obrigatória a partir de 3 de fevereiro

Blog do  Amaury Alencar
0


PIX

Pix | Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil.

Nathalie Fernandes

 A partir do dia 3 de fevereiro, clientes de bancos e fintechs passam a contar, de forma obrigatória, com um reforço na proteção contra golpes envolvendo transferências via Pix. O novo recurso é o Mecanismo Especial de Devolução (MED 2.0), determinado pelo Banco Central (BC) para ampliar as chances de recuperação de valores em casos de fraude, golpe ou coação.

Em vigor desde 23 de novembro de 2025 de maneira facultativa, o MED 2.0 passa agora a ser adotado por todas as instituições financeiras. A principal inovação do sistema é o uso da chamada “árvore de transações”, que permite rastrear o caminho do dinheiro após a fraude.

Antes, a análise se restringia à primeira conta que recebia o valor. Com o novo modelo, bancos e fintechs compartilham informações e conseguem identificar todas as contas por onde o dinheiro passou, aumentando as chances de bloqueio e devolução dos recursos.

Solicitação de reembolso

Para solicitar o ressarcimento, o cliente deve registrar a contestação da transação diretamente no aplicativo da instituição financeira. Nos casos em que a recuperação é possível, a devolução pode ocorrer em até 11 dias, conforme o Banco Central.

O BC orienta que o registro da contestação seja feito o mais rápido possível, já que o tempo entre o golpe e a comunicação é decisivo para evitar que os criminosos dispersem os valores, dificultando a recuperação.

Desde 1º de outubro, as instituições financeiras são obrigadas a disponibilizar um botão de contestação nos aplicativos, permitindo que o usuário relate imediatamente um Pix fraudulento, sem necessidade de atendimento humano

Postar um comentário

0Comentários
Postar um comentário (0)