Lula critica ‘Conselho da Paz’ proposto por Trump e diz que não aceita imposição para fazer política

Blog do  Amaury Alencar
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23.01.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de celebração da contratação de 2 milhões de moradias no “Minha Casa, Minha Vida” e entrega de 1.337 moradias em Maceió. Residencial Dr. Pedro Teixeira Duarte I e II. Maceió (AL) - Brasil
Lula disse que Brasil não vai 'abaixar a cabeça' para outros paísesRicardo Stuckert/PR - 23.1.2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta sexta-feira (23) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e voltou a dizer que o Brasil não vai “abaixar a cabeça” para outros países.

Segundo Lula, o mundo vive um momento “muito crítico” em relação à política, e a carta da ONU (Organização das Nações Unidas) está sendo “rasgada”.

“Ao invés de a gente corrigir a ONU, que a gente reivindica desde que eu fui presidente em 2003, o que está acontecendo? O presidente Trump está fazendo uma proposta de criar uma nova ONU e que ele sozinho é o dono”, disse Lula em referência ao “Conselho da Paz”, assinado pelo norte-americano nessa quinta (22), em Davos, na Suíça.

As falas de Lula foram feitas em evento nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra), em Salvador.

Nos últimos dias, Trump enviou convites a dezenas de países para participarem do conselho, incluindo o Brasil.

De acordo com Lula, a preocupação é que o multilateralismo dê lugar ao unilateralismo, concentrando o poder e decisões importantes em poucas mãos.

“Eu estou há uma semana telefonando para todos os países do mundo. Já falei com muitos [...], tentando ver se é possível a gente encontrar uma forma de se reunir e não permitir que o multilateralismo seja jogado no chão para que predomine a força da arma, da intolerância”, afirmou o presidente.

Lula citou ligações para países como Rússia, China, Hungria, Índia e México, e ainda declarou que não tem “preferências”. Conforme o presidente, ele não quer guerra e busca trabalhar com diálogo e o poder do convencimento.

 “A gente quer fazer política na paz, na conversa e não aceitando imposição de qualquer país”, completou.

                                                 R7 

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