Ricardo Lewandowski entregou sua carta de demissão do comando do Ministério da Justiça e da Segurança Pública (MJSP) ao presidente Lula nesta quinta-feira (8). A oficialização da saída do ministro deve ser publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (9).
Segundo apuração da TV Globo, Lewandowski tem retirado seus pertences do gabinete no Palácio da Justiça desde o começo desta semana. A saída já teria sido, inclusive, comunicada a funcionários do Ministério desde dezembro.
Há especulações que o ministro estaria esgotado após uma série de desgastes internos causados por disputas políticas. Ele não conseguiu, por exemplo, aprovar a PEC da Segurança Pública.
Nos bastidores, especula-se ainda que o pedido de demissão ocorre em meio a articulações do governo Lula para dividir a pasta em dois ministérios: o da Justiça e o da Segurança Pública. Entretanto, ainda não há comunicado oficial sobre as motivações da saída de Lewandowski.
Conforme o portal g1, o secretário-executivo do Ministério da Justiça e da Segurança Pública, Manoel Almeida, deve assumir como ministro interino até a escolha de um novo nome.
Nesta quinta, em entrevista ao PontoPoder, o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), negou qualquer articulação para assumir o MJSP. Ele disse que tomou conhecimento da especulação apenas no momento da entrevista.rajetória política
Lewandowski assumiu o comando do Ministério em 1º de fevereiro de 2024, após se aposentar do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele ocupou o lugar de Flávio Dino, que saiu justamente para se tornar ministro do STF.
Ao assumir, o ex-ministro prometeu foco na segurança pública e falou da importância de combater o crime organizado, as milícias e os crimes digitais.
Antes de assumir o cargo no governo Lula, Ricardo Lewandowski ficou 17 anos no STF, onde foi revisor do julgamento do mensalão e presidiu a sessão que conduziu o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
Ele ainda foi relator de pautas emblemáticas, como a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa, a proibição do nepotismo no serviço público e a adoção de cotaa raciais em universidades federais.
Ponto Poder
