
Um levantamento realizado pelo jornal O Estado de São Paulo, com base em pesquisas de diferentes institutos eleitorais, indica que o deputado federal Eunício Oliveira (MDB) desponta como um dos nomes favoritos da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para conquistar uma das vagas ao Senado em 2026.
O estudo revela que a disputa pela Casa Alta será um dos principais campos de batalha entre o bolsonarismo e o governo federal nas próximas eleições.
FORÇA NO SENADO
A corrida ao Senado ganhou centralidade após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) definir como estratégia eleger uma maioria alinhada ao seu grupo político para comandar o Senado e viabilizar pautas como pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Diante desse cenário, o governo Lula aposta em alianças regionais, sobretudo no Nordeste, para fortalecer sua presença na Casa.
MDB, COM 8 NOMES
De acordo com o levantamento do Estadão, MDB, PL e PP concentram o maior número de pré-candidatos que aparecem na dianteira das pesquisas.
O MDB lidera com oito nomes bem posicionados, a maioria alinhada ao Planalto, especialmente nos estados nordestinos. Entre eles estão Renan Calheiros (AL), Eunício Oliveira (CE), Helder Barbalho (PA), Veneziano Vital do Rêgo (PB) e Marcelo Castro (PI).
ALIANÇA COM O PT
O desempenho desses emedebistas tende a reforçar a base governista no Senado, já que, pelo PT, apenas dois nomes aparecem como favoritos até o momento: o ministro Rui Costa (BA) e o senador Humberto Costa (PE). Ainda assim, o partido trabalha para ampliar esse espaço, com possíveis candidaturas de José Guimarães (CE), da governadora Fátima Bezerra (RN) e da reeleição do senador Jaques Wagner (BA).
O critério utilizado pelo levantamento considerou políticos que apresentam vantagem superior à margem de erro em ao menos um cenário de pesquisa. Em alguns estados, nomes que já anunciaram candidatura a outros cargos foram excluídos da análise.
Com essa metodologia, foi possível identificar favoritos para cerca de 60% das 54 vagas que estarão em disputa em 2026. Nos demais 40%, o quadro permanece indefinido, seja pela ausência de favoritos claros ou pela incerteza sobre quem efetivamente entrará na disputa.
São Paulo é citado como exemplo de indefinição. À esquerda, não há nomes consolidados, já que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, descartou a candidatura, e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) prefere permanecer no cargo.
À direita, persiste a dúvida sobre uma eventual candidatura de Eduardo Bolsonaro (PL) ou de outro nome do campo bolsonarista.
PARTIDOS E CENÁRIOS
• MDB: 8
• PL: 6
• PP: 4
• PSD: 3
• PT: 2
• União Brasil: 2
• PSB: 2
• Solidariedade: 1
• PSDB: 1
• Republicanos: 1
• Podemos: 1
• PDT: 1
• Indefinido: 22