Espetáculo que fala sobre paixão por viés espiritual é apresentado nesta quinta (22), na Casa de Cultura de Sobral

Blog do  Amaury Alencar
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A partir da perspectiva das Pombas-giras, entidades femininas e transgressoras comumente cultuada em terreiros de umbanda, a Afiá Coletiva apresenta o espetáculo ‘Trunqueiras’, uma obra multisensorial que celebra a paixão enquanto força criadora e movente no mundo. A apresentação acontece no dia 22 de janeiro de 2026, às 19h, na Casa de Cultura de Sobral. A apresentação é gratuita e terá distribuição de ingressos 30 minutos antes do início da atividade. O espetáculo conta com acessibilidade em LIBRAS e 30 minutos antes da apresentação, será oferecida visita tátil guiada para pessoas cegas e/ou de baixa visão. A classificação indicativa é de 18 anos.

O espetáculo ‘Trunqueiras’, também denominado pela Afiá Coletiva, como “terreirada cênica”, é uma criação artística em, com e sobre dança que evoca a paixão como atravessamento de corpos de pessoas ‘afropindorâmicas’ (denominação de povos quilombolas, negros e indígenas utilizada pelo líder quilombola Antônio Bispo dos Santos). É uma obra abre-caminho, um firmamento espiritual que surge das encruzilhadas da paixão em seus vestígios: perder a razão, gargalhar, festejar. Através de sons, cheiros, luzes e vibrações, o espetáculo proporciona uma experiência singular para cada espectador(a). Uma partilha no ardume dos desejos.

“Eu acho que essa criação vem no sentido de compreender que o amor se manifesta de muitas formas, e que a paixão, a sensualidade, é o nosso firmamento, como uma energia contínua e criadora.” comenta a artista e uma das criadoras da obra, Lara Xerez. Em 2022, a pesquisa de ‘Trunqueiras’ passou pelo Laboratório de Criação em Dança da Escola Porto Iracema das Artes, onde contou com tutoria do artista maranhense, Tyiê Macau.

Sobre Afiá Coletiva
Afiá é um agrupamento de pessoas afropindorâmicas, que partilham os segredos das matas, a terra molhada e o encanto dos céus rosados. Afiá é a fabulação de tempos, tecnologias ancestrais de facas, espadas e proteções. tendo como chão investigativo-criativo as artes do corpo e os processos de cura. Se fazem presentes a oralidade, a visualidade, e as dimensões do sagrado e do profano.

Sobre Lara Xerez
Artista caçadora. Liga-se às águas enquanto vida e ao céu rosado enquanto mistério da existência. Atuante, dançante, performer. Pesquisadora e professora de artes. Produtora Cultural. Tem seu fazer artístico impulsionado pela memória, ancestralidade, autobiografia e auto reinvenção, espiritualidade afro-brasileira, cultura popular. Integra a Coletiva Afiá e é Mestranda em Artes na UFC.

Sobre Mandu
Pretindígena, filha das matas. Busca sempre tecer caminhos através dos mistérios das coisas. É artista de diversas linguagens, dentre elas a dança, o artesanato, as terapias e a alquimia com plantas. Tem vislumbre pelo estudo do atravessamento do sagrado e do profano nas corpas, tecendo narrativas por entre o dançar, investigando as danças ritualísticas, moveres populares e culturais afropindorâmicas e as danças contemporâneas. É técnica em dança, foi pesquisadora no 9o Laboratório de Criação em Dança da Escola Porto Iracema das Artes, graduada em Psicologia, especializada em Arteterapia e ajuntada na Afiá Coletiva.

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