A decisão foi motivada por manifestações realizadas após a transferência de Bolsonaro ao local, com instalação de barracas, faixas pedindo anistia e liberdade e divulgação do ato nas redes sociais. Segundo a PGR, as ações buscariam pressionar o STF e guardariam semelhança com práticas que culminaram nos atos de 8 de janeiro de 2023.
O pedido da PGR foi apresentado após o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) dar início à caminhada de 240 quilômetros rumo a Brasília em protesto contra a prisão de Bolsonaro e demais condenados por envolvimento nos ataques de 8 de janeiro de 2023. A procuradoria citou que os participantes pretendem promover uma manifestação no domingo (25).
Ao vedar o acesso aos arredores da Papuda, Moraes fez alusão aos acampamentos de onde partiram os vândalos do ato de 8 de janeiro. "O exercício dos direitos de reunião e manifestação não pode ser confundido com o propósito de repetir os ilegais e golpistas acampamentos realizados na frente dos quartéis do Exército, para subverter a ordem democrática e inviabilizar o funcionamento das instituições republicanas".
O ministro também ressaltou que "o local ocupado é área de segurança localizada nas proximidades de penitenciária federal de segurança máxima, cujo perímetro compreende rota de escoltas federais, utilizadas para o deslocamento de internos, autoridades e equipes operacionais", exigindo uma "reação proporcional do Estado" para evitar o "exercício abusivo dos direito de reunião e livre manifestação".
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