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O vice-presidente do PDT Fortaleza, vereador Adail Jr., voltou a cobrar, ontem (13) a expulsão dos quatro deputados estaduais do partido e do vereador PPCell (PDT). Adail afirmou que vai “brigar” para assumir a presidência do Conselho de Ética da sigla para dar início ao processo.
“Eu vou brigar para ser o presidente do Conselho de Ética, para deixar claro, expulsar o PPCell do PDT. E hoje eu faço parte também da [Executiva) estadual, vou sim discutir, porque guardar segredo, para expulsar, agora já em dezembro, os quatro deputados estaduais do PDT. Porque, eles ficando, atrapalham o PDT. Por que não defender o que eu penso que é bom para o partido e é bom até para eles?”, afirmou.
Para Adail, a permanência de mandatários que não estão alinhados com as orientações da sigla prejudica a formação de chapa do PDT. “Não é justo. Chegar no dia da janela partidária e dizer que vai sair. Não vai ter tempo de formação de chapa”.
Ontem pela primeira vez, Adail recebeu apoio público de outros nomes do partido. Os vereadores Paulo Martins e Luciano Girão também se manifestaram a favor da expulsão dos colegas. Os três deixaram claro que não se trata de questões pessoais, mas que seria um movimento benéfico para todos.
“Todos nós sabemos, e eles também, que não têm mais o desejo de permanecer no PDT, porque não apoiam o governo municipal, estadual e federal. São oposição nas três esferas. Então eu sou a favor que se resolva logo essa situação. Todo mundo já sabe o rumo que quer tomar e que assim o faça”, disse Paulo Martins.
Paulo tem a intenção de se candidatar a deputado estadual em 2026, porém vê a permanência como prejudicial à formação de chapa. “O partido da forma que está, com quatro candidatos. A janela abrindo em março, como é que a gente vai montar esse partido em 15, 20 dias?”.
Luciano Girão também defendeu a resolução imediata da situação. “Se o presidente do PDT não fizer isso, o nosso partido vai minguar. Vai ficar inviável as eleições de 2026”, disse.
“A gente precisa resolver isso urgentemente, chamar e sentar os vereadores, os deputados, fazer uma mesa redonda e resolver de uma vez por todas. Quem tiver de sair, que saia logo. Quem tiver de ficar, que fique. Mas siga o PDT. Siga os nossos lideres, acompanhem o que o PDT decidir”, cravou.
Adail ainda foi além disse que o PDT deveria “sair do anonimato” e lançar também candidatos próprios ao governo e ao Senado. “Nós não podemos, hoje, ficar esperando quem é o candidato do PT, se o senador vai ser fulano, sicrano, beltrano. Deveríamos impor: rapaz, a vaga do Senado é nossa. E sairmos desse anonimato”. O vereador ainda defendeu que o partido “puxe” os candidatos que ficaram sem legenda para disputar o Senado.
André Figueiredo prevê partido “unificado”
O presidente estadual do PDT, deputado federal André Figueiredo, afirmou ao jornal O Estado que o “caminho vai ser traçado” com os dissidentes “posteriormente”. E que a ideia é que nenhum dos estaduais fique no PDT – Antônio Henrique, Queiroz Filho, Cláudio Pinho e Lucinildo Girão.
“Nós já tivemos situações desagradáveis em anos anteriores. Dessa vez, vamos estar devidamente unificados para que a gente possa fortalecer a nossa nominata de deputados estaduais e federais. Então, esse diálogo está sendo feito com os nossos vereadores que são candidatos e com todos aqueles que formaram a nominata de estadual e de federal”, garantiu André.
Mauro Filho fica ou sai?
Outro que está sendo cobrado por um posicionamento é o deputado federal Mauro Filho. O parlamentar participou da convenção do PDT e foi eleito vice-presidente estadual da sigla. No entanto, Adail, desde a última terça-feira (11), cobra um posicionamento definitivo de Mauro.
Segundo o vereador, o federal quer decidir se fica ou se deixa o PDT apenas na janela partidária. “Se ele quiser mesmo ajudar o PDT, que tome essa decisão agora, em dezembro, e nos dê uma oportunidade de reformular o partido. Porque aí não vai ter nenhuma mágoa. Mágoa nós vamos ficar se tomar essa decisão no final de março, para dizer assim: ‘além de eu sair, ainda vou tratar vocês para nenhuma formação de chapa’. Aí eu vou levar para o lado da maldade”, cobrou Adail.
(Por Maurício Moreira)