
O ato político de lançamento da pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo) ao Governo do Estado tem confirmadas as presenças de lideranças nacionais do bolsonarismo e da direita, incluindo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). O evento será neste domingo (30) em um hotel na Praia do Futuro, em Fortaleza.
Também estão confirmados o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); a senadora Damares Alves (Republicanos-DF); o senador Magno Malta (PL-ES); os deputados federais Marcel Van Hatten (Novo-RS), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Bia Kicis (PL-DF) e o ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol (Novo).
Em nova nota divulgada pelo Partido Novo nessa terça-feira (25), Girão afirma que o Ceará precisa “abrir um novo ciclo político pautado por propostas verdadeiras, crescimento econômico, saúde eficiente e o combate real à violência”.
“Tenho percebido, nesse desafio, a imensa limitação do Legislativo diante de um Executivo estadual perdulário e inconsequente, ‘administrado’ aqui pela oligarquia PT-PDT há décadas. O Ceará tem jeito, sim, desde que a população opte por uma gestão eficaz, numa perspectiva de centro-direita que respeite o dinheiro do pagador de impostos”, diz o senador.
Girão afirma também que o movimento conservador ganhou “legitimidade” para oferecer uma “alternativa firme” ao modelo atual. “Temos condições de romper com a velha prática politiqueira, as barganhas e os conchavos. Não dá mais para voltar atrás e apoiar quem já teve oportunidade e deixou o fisiologismo e o crime ‘dar as cartas’”.

A OPOSIÇÃO NO CEARÁ E O CENÁRIO POLÍTICO NACIONAL
A confirmação das presenças de Michelle Bolsonaro e outras lideranças no ato de Girão ocorre em meio às dúvidas sobre os rumos do campo da direita nacional e do bolsonarismo com a prisão preventiva e, agora, a determinação do cumprimento de pena do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após o julgamento da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF).
Nomes também cotados para disputar o Governo do Ceará nas eleições de 2026 pela oposição, Ciro Gomes (PSDB) e Roberto Cláudio (União) até o momento não se manifestaram sobre os últimos acontecimentos envolvendo Bolsonaro.
Já Girão tem se alinhado ao bolsonarismo, inclusive nas críticas ao STF e na defesa da anistia aos envolvidos no episódio do 8 de janeiro. A nota do Novo afirma que o ato de lançamento da pré-candidatura de Girão tem sido definido pelos seus organizadores como “um ato em defesa da liberdade e do equilíbrio democrático”. “Um momento para clamar pela anistia e denunciar as injustiças ocorridas no país, especialmente na última semana, quando cidadãos de direita e do campo conservador vêm sofrendo grave perseguição”, diz o texto.